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Bem-Estar

Telemedicina auxilia na promoção da saúde com mais segurança

Possibilidade de atendimento médico remoto ganhou evidência durante a pandemia

Por Talita Bristotti

27 jul 2020 às 13:36

Além de impactar diretamente a saúde da população, a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) trouxe desafios aos mais diversos segmentos econômicos. Dentre os efeitos negativos desta crise, a prática da telemedicina cresce de forma significativa, desde a publicação de novas portarias e regulamentações.

A norma do Conselho Federal de Medicina que ficou conhecida como Resolução da Telemedicina, tem a finalidade de regulamentar e operacionalizar medidas de enfrentamento emergencial visando a saúde pública, para evitar a propagação do novo coronavírus.


Incorporação de novas tecnologias à medicina é vista como “um caminho sem volta” – Foto: Adobe Stock

Em carta publicada em abril deste ano, a AMB (Associação Médica Brasileira) afirmou que acredita que a incorporação de novas tecnologias à medicina “é um caminho sem volta” e que tal avanço pode ser muito positivo, “desde que disciplinado por diretrizes responsáveis, com foco no fortalecimento da relação médico-paciente”, conforme veiculado na Agência Brasil.

A associação já havia questionado a prática e apresentado denúncia à ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), em julho do ano passado, por considerá-la arriscada e irresponsável, principalmente nas fases iniciais de diagnóstico.

A Resolução nº 2.227/18, do CFM, define a telemedicina como o exercício da medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, educação, pesquisa, prevenção de doenças, lesões e promoção da saúde.

Estabelece ainda que ela pode ser síncrona, em tempo real, ou assíncrona, com atendimento off-line. A resolução indica uma série de possibilidades de atendimento a distância, como a teleconsulta, o telediagnóstico, a telecirurgia, a teletriagem, a teleorientação, a teleconsultoria e o telemonitoramento.

A médica Renata Zobaran, diretora de saúde da TopMed, serviço de saúde à distância, lembra que há diferenças entre os serviços de telemedicina e telessaúde. “A telessaúde é um termo amplo, que se refere a tudo que nós fazemos na área da saúde, como a teleenfermagem, telepsicologia, telenutrição. Já a telemedicina necessariamente precisa ter um médico na ponta”, explica.

“A telemedicina no Brasil cresceu 20 anos em poucos meses. Ela não é um substituto, é um modelo a mais de atendimento, feito de maneira remota. A gente não pode substituir o presencial pelo remoto, mas pode agregar os dois. Agora até podemos fazer a substituição, de uma forma temporária”, sintetiza Renata.

TELECONSULTA
Segundo a resolução do CFM, a teleconsulta é a consulta médica remota, mediada pelas tecnologias, como conferências por vídeo, com médico e paciente em diferentes espaços geográficos.

Como premissa obrigatória, a teleconsulta subentende o prévio estabelecimento de uma relação presencial entre médico e paciente. Nos atendimentos por doenças crônicas é recomendada consulta presencial em intervalos não superiores a 120 dias.

Renata lembra que a teleconsulta é a melhor opção para a avaliação de queixas de baixa complexidade durante a pandemia, pois possibilita mais segurança tanto para o paciente quanto para o médico.

“E se durante uma consulta de telemedicina o médico identifica uma situação de emergência, esse é um dos motivos para ele direcionar o paciente para o atendimento presencial, já tendo ajudado a identificar essa necessidade”, pontua a médica.

Segundo ela, a prescrição eletrônica – que no início representava uma dificuldade – hoje é válida para grande parte dos tipos de receitas, com a assinatura eletrônica. A receita é validada por um sistema de ponta que se faz presente em mais de 30 mil farmácias em todo o País.

TELESUS
Concebido no início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) pelo Ministério da Saúde, o Telesus é um serviço de utilidade acessível a toda a população pelo número 136 ou pelo site coronavirus.saude.gov.br/telesus.

Pelos canais de atendimento é possível conferir informações sobre o vírus ou entender possíveis sintomas da doença. Dependendo as respostas dadas, o robô orienta quanto à necessidade de isolamento social ou procura de atendimento presencial, ou encaminha a ligação para um profissional de enfermagem.

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