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Bem-Estar

O que crianças e adolescentes podem aprender com os jogos olímpicos

Maior evento esportivo do planeta acontecerá de 26 de julho a 11 de agosto em Paris; atletas são exemplos de disciplina, auto confiança, respeito e convivência

Por Camila Caringe - Mclair Comunicação

06 de julho de 2024, às 11h05

De acordo com a Organização Mundial da Saúde,crianças e adolescentes devem fazer pelo menos 60 minutos de atividade física moderada a vigorosa diariamente para garantir um crescimento saudável e equilibrado - Foto: Freepik

A primeira Olimpíada da era moderna foi disputada no ano de 1896, com delegações de 14 países, que somavam 241 atletas. Agora, em 2024, a 33ª edição dos torneios deve receber 10.500 atletas de 48 modalidades esportivas. Destes, 220 representarão o Brasil. “Atletas de alto rendimento são grandes exemplos de disciplina, dedicação e persistência – características exigidas em todo o processo de aprendizagem de qualquer nova habilidade”, comenta Arthur Buzatto, presidente e mantenedor da Escola Vereda, em São Paulo.

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Para ele, a empolgação de crianças e jovens ao acompanhar grandes eventos esportivos não se reflete somente de maneira direta, incentivando a prática de atividades físicas, mas também na educação do caráter e no respeito ao trabalho em equipe. “Ninguém chega lá sozinho. Mesmo nas apresentações solo, atletas contam com treinadores, médicos e psicólogos. Além, claro, de toda a torcida. O senso de comunidade e de apoio mútuo fica evidente e todos nós podemos aprender com isso. São lições de civilidade e convivência.”

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), crianças e adolescentes devem fazer pelo menos 60 minutos de atividade física moderada a vigorosa diariamente para garantir um crescimento saudável e equilibrado. Estudo realizado pela Universidade de Illinois destaca que a prática regular de esportes melhora as funções cognitivas, incluindo a memória, a atenção e a velocidade de processamento. Isso ocorre porque a atividade física aumenta o fluxo sanguíneo para o cérebro, promovendo a neurogênese e a sinaptogênese, processos essenciais para o desenvolvimento cognitivo.

Desenvolvimento humano integral

Além dos benefícios cognitivos, o esporte desempenha um papel crucial no desenvolvimento social dos estudantes. Buzatto menciona que, na Escola Vereda, a participação em atividades esportivas é uma ferramenta pedagógica que dá suporte ao desenvolvimento de habilidades sociais importantes, como a cooperação, a comunicação e a resolução de conflitos. “Temos como princípio que as atividades do contraturno das aulas regulares são tão importantes quanto o currículo orientado pelas diretrizes nacionais. O momento da interação reforça na prática valores que os estudantes aprendem na teoria dentro da sala de aula.”

A percepção do profissional é apoiada por pesquisadores. Cientistas da Universidade de Michigan concluíram que estudantes que participam de esportes coletivos têm mais habilidades de liderança e melhor capacidade de trabalhar em equipe. No âmbito motor, o esporte na escola também dá suporte ao aprimoramento da coordenação, do equilíbrio e da agilidade. Segundo pesquisa da American Academy of Pediatrics, atividades físicas regulares são essenciais para o desenvolvimento motor fino e grosso, que são cruciais durante os anos de crescimento.

Os benefícios psicológicos também não podem ser ignorados. O esporte é uma ferramenta poderosa para a redução do estresse e da ansiedade, melhorando o bem-estar emocional dos estudantes. A prática regular de atividade física libera endorfina, o hormônio do bem-estar, que ajuda a combater sintomas de depressão e ansiedade. “Observamos, no cotidiano, que se os jovens têm espaço para dar vazão à intensa energia da infância e da adolescência de maneira saudável e regular, chegarão mais facilmente ao momento da concentração e do silêncio exigidos pelo estudo profundo. Uma criança que brinca, sonha, que têm perspectivas, torna-se um estudante que aprende mais.”

Heróis olímpicos como exemplo

Os Jogos Olímpicos, com sua celebração global do esporte, têm o poder de capturar a imaginação de crianças e jovens em todo o mundo. A cada edição, os atletas de elite demonstram não apenas habilidades físicas extraordinárias, mas também resiliência, determinação e espírito esportivo. Para Buzatto, uma das maneiras mais evidentes pelas quais as Olimpíadas incentivam a prática esportiva é por meio da identificação com os atletas. “Quando jovens assistem a performances incríveis, eles se sentem motivados a imitar seus heróis.”

As Olimpíadas também promovem a diversidade. Com uma ampla variedade de modalidades apresentadas, desde esportes tradicionais – como atletismo e natação – até atividades mais recentes – como skate e escalada –, os jovens têm a oportunidade de descobrir novos interesses e talentos. Essa diversidade aumenta as chances de que cada criança encontre uma modalidade que lhe agrade, promovendo a inclusão e a participação de todas e todos.

O impacto do evento também é sentido no âmbito comunitário. Quando a atenção global está voltada para os jogos, há um aumento no investimento em infraestruturas esportivas e programas de desenvolvimento local. Isso cria mais oportunidades para que crianças e adolescentes tenham acesso a instalações adequadas e programas de treinamento de qualidade. “Estamos felizes pela oportunidade de aprofundar os debates sobre a relação entre os esportes e a saúde individual e coletiva. Estamos, desde já, incentivando os estudantes a assistir e pensar sobre o que verão acontecer nas Olimpíadas de Paris”, conclui o presidente da Escola Vereda.

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