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Mitos e verdades sobre a Síndrome de Down

Ela não é uma doença, não é contagiosa e nem hereditária: é uma alteração genética; saiba o que é mito e o que é verdade

Por Da redação

09 Maio 2020 às 09:23

A Síndrome de Down é uma alteração genética caracterizada pela presença de um cromossomo a mais, o par 21, e por isso é conhecida como Trissomia 21 ou T21. Estima-se que há cerca de um caso de pessoas com Síndrome de Down a cada 700 nascimentos.

Mesmo não sendo uma síndrome tão rara, ainda existem muitos mitos sobre o que a pessoa com T21 pode ou não pode fazer. Por isso, a psicóloga Bárbara Calmeto, especialista em Educação Especial e diretora do Autonomia Instituto, esclarece abaixo alguns mitos e verdades sobre a Síndrome de Down.

É uma doença.
MITO. A síndrome de Down não é uma doença, não é contagiosa e nem hereditária. É uma alteração genética e as características físicas e psicológicas são individuais, ou seja, a pessoa não necessariamente precisa ter todas as características.

Ela é mais carinhosa.
MITO.
Essa é uma crença da sociedade por ter um olhar mais “infantilizado” para a pessoa com síndrome de Down. Ser mais carinhoso ou mais agressivo vai depender de inúmeros fatores de personalidade, cognitivos e comportamentais.

Pessoas com Síndrome de Down têm a sexualidade mais aflorada.
MITO.
Esse é um grande mito que perpetua pela sociedade. A sexualidade das pessoas com Síndrome de Down é igual à de todas as outras pessoas. A questão é que a pessoa com T21 têm menos possibilidades de vivenciar essa sexualidade, recebem menos orientação sexual e têm dificuldades de entender a censura, o que pode ocasionar comportamentos inadequados.

Pessoas com Síndrome de Down morrem cedo.
MITO.
Com o avanço da medicina, a expectativa média de vida da pessoa com T21 ultrapassa os 60 anos. Claro que com o envelhecimento, a pessoa com Síndrome de Down necessita de uma atenção e um cuidado maior com a saúde e as terapias de reabilitação neurocognitivas.

Mulheres têm maior chance de ter filhos com SD após os 35 anos.
VERDADE.
Os riscos de ter uma gestação de um bebê com Síndrome de Down aumentam progressivamente em relação à idade materna a partir dos 35 anos. A mulher tem seus óvulos formados desde bem pequena e com o passar do tempo, eles vão envelhecendo, o que pode aumentar o risco de alterações genéticas.

Podem praticar esporte.
VERDADE.
As pessoas com Síndrome de Down podem e devem praticar esportes, pois ajuda na qualidade de vida e no bem-estar físico e emocional. Importante ressaltar que a prática de atividade física deve ser realizada com acompanhamento de um profissional especializado e que conheça sobre as necessidades específicas da Síndrome de Down.

Podem trabalhar.
VERDADE.
Há muitas pessoas com Síndrome de Down que podem trabalhar e têm toda capacidade de trabalhar, seja no emprego formal ou no emprego informal. Temos a Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência (8.213/91) que garante os direitos a depender do número de empregados da empresa. Outra modalidade de empregabilidade é o Emprego Apoiado ou o Empreendedorismo, que têm crescido muito.

Porém, é importante ressaltar que nem todas as pessoas com T21 precisam ou vão ser incluídas no mercado de trabalho. Isso depende da possibilidade da pessoa e do desejo da família.

Apresentam atraso no desenvolvimento da linguagem.
VERDADE.
Ao longo da infância é observado, sim, um atraso na linguagem com dificuldades articulatórias para emitir alguns sons. É importante a família procurar o acompanhamento de um Fonoaudiólogo para estimular e acompanhar o desenvolvimento da comunicação.

Teve uma mudança do nome para T21.
VERDADE!
T21 é a abreviação de Trissomia 21 e essa reformulação da nomenclatura se deve a uma visão de que a palavra “Down” é uma maneira pejorativa de tratar as pessoas, por significar baixo, para baixo, por baixo.

O nome Síndrome de Down é uma homenagem ao John Down que descreveu a síndrome de 1866. Para valorizar mais a pessoa com T21 e desvincular à tradução de “Down”, estamos usando a Trissomia 21 ou T21 para identificar. Porém, ainda no senso comum, usamos ‘Síndrome de Down’.