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Bem-Estar

Especialista fala sobre as principais vacinas antes de sair em viagens nacionais e internacionais

A manutenção assídua ao calendário de vacinação é uma forma de prevenção de doenças, inclusive nos períodos das férias escolares

Por Flávia Ferreira - Trio Comunicação

07 de julho de 2024, às 10h52

O Ministério da Saúde registrou, em 2023, aumento nas coberturas vacinais de 13 dos 16 principais imunizantes do calendário infantil do Programa Nacional de Imunizações (PNI), comparado com dados de 2022. O crescimento ganhou destaque entre as vacinas contra a poliomielite, pentavalente, rotavírus, hepatite A, febre amarela, meningocócica C, pneumocócica 10, tríplice viral e o reforço da tríplice bacteriana (DTP).

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A manutenção assídua ao calendário de vacinação é uma forma de prevenção de doenças, inclusive nos períodos das férias escolares, quando crianças e adolescentes interagem com outras pessoas, algumas vezes de outras cidades e até de outros países, e têm maior contato com diferentes vírus e bactérias.

A enfermeira especialista em vacinação da Clínica Vacinne, Kátia Oliveira, lembra que as vacinas em dia devem estar no checklist das viagens, principalmente para quem pretende viajar para lugares onde há exigência de comprovante de vacinação.

“Algumas imunizações são obrigatórias em algumas regiões do Brasil, e também no exterior, como a vacina contra febre amarela e dengue. É preciso se atentar a regra de cada região que pretende viajar, pois sem a imunização acontece o impedimento da viagem já no embarque”, afirma.

Além das vacinas exigidas, a especialista lembra que a imunização é uma das principais estratégias para controlar e erradicar diversas doenças infecciosas. As vacinas estimulam o sistema imunológico a produzir uma resposta protetora contra vírus, bactérias e outros agentes causadores de doenças, sendo a maneira mais eficaz de prevenir diversos tipos de enfermidades.

“As doenças que contam com a prevenção pela vacina muitas vezes são graves, podem deixar sequelas e levar a óbito. É importante manter a imunização em dia, principalmente em viagens, quando ficamos mais vulneráveis e longe de casa”, alerta.

A enfermeira Katia Oliveira lista as principais vacinas para priorizar:

Tríplice viral: protege contra sarampo, caxumba e rubéola. É administrada em duas doses: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 18 meses. Adultos até 29 anos não vacinados devem tomar duas doses. Pessoas de 30 a 49 anos recebem uma dose única.

Tríplice bacteriana: protege contra difteria, tétano e coqueluche. Aplicada em crianças de até 7 anos, com doses aos 2, 4 e 6 meses e reforços aos 18 meses e 4 anos. Após os 7 anos, recomenda-se uma dose de dTpa (tríplice bacteriana acelular tipo adulto) e duas doses de dT (dupla tipo adulto).

Meningite: há três tipos de vacina – Meningocócica C, B e ACWY. Consulte o risco de contágio no destino antes de viajar para decidir qual vacina tomar.

Hepatite A e B: indicado para viagens à Ásia, África, Norte e Nordeste do Brasil. Crianças e adolescentes de 1 a 15 anos tomam duas doses com intervalo de seis meses. A partir dos 16 anos, três doses com intervalos de 0, 1, e 5 meses.

Febre amarela: obrigatória para algumas viagens internacionais. Dose única a partir dos 9 meses até os 59 anos.

Gripe/Influenza: crianças de 6 meses a 9 anos recebem duas doses com intervalo de um mês e revacinação anual. Acima de 9 anos, dose única anual.

Pneumocócicas: há três tipos – VPC10, VPC13, VPC 15 e VPP23. Crianças de 2 meses a 6 anos devem receber. Adolescentes e adultos com doenças crônicas, e pessoas acima de 50 anos, especialmente maiores de 60, devem tomar VPC15 e VPP23.

Dengue: protege contra os quatro sorotipos (DEN1, DEN2, DEN3, DEN4). Licenciada para pessoas de 9 a 45 anos, em três doses com intervalos de 90 dias.

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