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Bem-Estar

Dias frios e baixa umidade agravam casos de síndrome do olho seco

Diagnóstico preciso pode auxiliar no tratamento do problema, que não tem cura, por isso é necessário consultar um oftalmologista pelo menos uma vez por ano

Por Italo Hingst Genovesi – Target | Estratégia em Comunicação

31 de julho de 2022, às 10h23 • Última atualização em 31 de julho de 2022, às 10h24

Com a chegada do inverno, e com eles os dias mais frios e secos, a ação da poluição, o vento e a baixa umidade do ar podem agravar casos de síndrome do olho seco, disfunção do filme lacrimal, que é responsável por proteger e lubrificar o olho, caracterizada pela diminuição da produção ou excesso de evaporação da lágrima.

A evaporação excessiva da lágrima é o fator mais frequentemente relacionado à síndrome do olho seco, que pode ser causada por doenças como as blefarites, que são inflamações das pálpebras e por fatores ambientais, como ar condicionado, vento, clima seco, poluição, fumaça.

Existem outras causas como envelhecimento, alterações hormonais (menopausa e doenças da tireoide), doenças reumatológicas e uso de medicamentos, que podem levar à redução da produção de lágrima. O uso excessivo de celulares, tablets e computadores são causas ambientais importantes de sintomas de olho seco, uma vez que levam à redução do piscar, com consequente aumento da evaporação da lágrima.

“Nos períodos mais secos e frios, com excesso de ventos e baixa umidade do ar, observa-se o aumento da evaporação da lágrima, levando ao surgimento ou agravamento de sintomas de olho seco. Aproximadamente, 18 milhões de pessoas têm o diagnóstico da síndrome no Brasil, sendo uma das mais comuns doenças oculares. É fundamental que as pessoas façam pelo menos uma consulta anual ao oftalmologista para detecção e controle, pois, se não for tratada corretamente, pode evoluir com sério comprometimento da saúde ocular, bem como da qualidade de vida”, explica a Dra. Myrna Serapião dos Santos, oftalmologista, especialista em doenças da superfície ocular e córnea e diretora técnica da Vision One São Paulo.

“Trocava de óculos, mas o problema não era bem esse” – O problema de olho seco de Eulina Jatobá foi detectado há 3 anos, após passar por vários médicos e fazer trocas de óculos quase todos os anos. “Como tinha astigmatismo e hipermetropia sempre precisava aumentar o grau dos óculos, mas o problema não era bem esse. Com a descoberta do olho seco passei a usar colírio continuamente e comer mais alimentos ricos em Ômega 3. Também faço compressas com água quente sempre que o desconforto aumenta”, conta Eulina.

Sintomas

Os sintomas mais comuns da síndrome do Olho Seco são: ardência, lacrimejamento, secura, olhos vermelhos, sensação de areia nos olhos e visão borrada no final do dia.

Nos casos mais graves, pode provocar desde dor e dificuldade de abrir os olhos em ambientes com muita luz (fotofobia), até uma baixa significativa da visão.

Tratamento

O tratamento mais utilizado e adequado é feito por meio do uso de lágrimas artificiais, que devem ser instiladas (pingadas) várias vezes ao dia, de acordo com a gravidade do quadro. Nos casos mais graves, colírios anti-inflamatórios e imunomoduladores podem ser usados para diminuir a inflamação e estimular a produção de lágrima.

Prevenção

Assim como o nosso organismo precisa de água para manter a hidratação correta, os olhos têm a mesma necessidade. Hidratar os olhos regularmente é uma maneira de prevenir os sintomas de olho seco, especialmente nos meses mais secos do ano. “Reduzir o tempo de uso de celulares, tablets e computadores e fazer intervalos regulares durante o uso destas tecnologias também pode prevenir o surgimento dos sintomas do olho seco”, orienta Dra. Myrna.

A prevenção também é muito importante e deve incluir check-up anual com oftalmologista, para acompanhar a saúde dos olhos.

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