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Saúde

Cuidado, isso pode ser DTM

Dores de cabeça, zumbido no ouvido e estalos na mandíbula?; cirurgião bucomaxilofacial explica

Por Redação

14 fev 2021 às 09:30 • Última atualização 15 fev 2021 às 15:10

Nem sempre o paciente tem o diagnóstico precoce, levando o mesmo a sofrer por um longo período com dores e limitações - Foto: Divulgação

A disfunção temporomandibular, conhecida também por DTM, é um problema que afeta a região dos maxilares e apresenta uma prevalência alta na população em geral. Segundo o guia da Academia Americana de Dor Orofacial, 40 a 75% da população apresenta algum sinal de DTM, e 33% possuem algum sintoma, sendo que normalmente as mulheres jovens são o grupo mais afetado e cada vez mais crianças e adolescentes também são acometidos por esse problema.

Por apresentar diversos sintomas que podem confundir com outras doenças, nem sempre o paciente tem o diagnóstico precoce, levando o mesmo a sofrer por um longo período com dores e limitações das atividades diárias e sem saber qual profissional recorrer. Por exemplo, é comum que a pessoa que apresenta essa disfunção sofra com dores de cabeça, e o mesmo acaba indo procurar um neurologista em busca de tratamento. O mesmo ocorre para os incômodos próximos ao ouvido, e que faz o paciente procurar um otorrinolaringologista.

De acordo com o cirurgião bucomaxilofacial Fábio Ricardo Loureiro Sato, além dos quadros de cefaléia (dor de cabeça) e zumbidos, é muito comum os pacientes relatarem também estalos na região da articulação temporomandibular, que fica próxima ao ouvido, travamentos da mandíbula, dores da região, além da diminuição da abertura da boca.

“Quanto antes diagnosticada e iniciado o tratamento, melhores serão os resultados”, afirma Sato. “Se iniciarmos o tratamento para a DTM de forma precoce, normalmente é possível resolver o caso somente com procedimentos clínicos, sem a necessidade de cirurgia”.

Felizmente hoje, mesmo nos casos mais avançados de DTM, onde é necessário o procedimento cirúrgico para correção dos problemas articulares, é possível a realização de um tratamento minimamente invasivo, através do emprego da artroscopia, onde a cirurgia é realizada por meio de uma pequena câmera introduzida na articulação por um pequeno orifício, sem a necessidade de cortes como era no passado.

“Graças a essa inovação, é possível que o paciente tenha alta no mesmo dia do hospital, e que o mesmo retorne às atividades diárias em poucos dias. Entretanto, isso só é possível em casos menos graves, por isso ressalto a importância do diagnóstico precoce, ou seja, se sentir esses sintomas em conjunto, procure um bucomaxilofacial”, finaliza o cirurgião.

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