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Covid-19

Consumo de complexos vitamínicos não ajudam a prevenir o coronavírus

Especialistas de saúde alertam que o produto não previne a doença e precisa de orientação médica para o seu uso adequado

Por Da redação

07 de junho de 2020, às 13h13

De uso comum há alguns anos, o uso de complexo vitamínico ganhou mais notoriedade depois do avanço da epidemia de coronavírus. Muitas pessoas iniciaram o uso do produto com o objetivo de se proteger da doença. Porém, especialistas da área de saúde alertam que o produto não previne a doença e precisa de orientação médica para o seu uso adequado.

Pois é necessário considerar que cada pessoa é única, com suas particularidades de hábitos e necessidades diferentes para o seu organismo. Assim como qualquer outro medicamento, o uso de polivitamínico por conta própria não deve ser feito sem a avaliação do profissional de saúde e a orientação sobre tempo de uso e dosagem, por exemplo.

Enquanto uma vacina não for comprovadamente eficiente e liberada pelas instituições de saúde os problemas sociais no Brasil e no mundo tendem a se agravar – Foto: Divulgação

Um desses elementos mais frequentemente usados é a Vitamina C que alguns podem acreditar que melhora a imunidade e em decorrência disso podem obter a proteção contra a Covid-19.

A vitamina é sim apropriada para proteger o organismo do escorbuto, doença que se caracteriza por uma ausência da substância, mas já para demais doenças, ainda não se chegou a um consenso científico mundial que comprove que a vitamina C tenha uma ação sobre a imunidade.

O médico Marcello Bossois destaca que a Vitamina C é um excelente nutriente e é sim indicado o seu consumo para a maioria das pessoas, porém, só o médico pode indicar o uso e principalmente a dosagem adequada.

Muitas pessoas atribuem à vitamina um efeito de prevenção de gripes, mas apesar de ter uma ação antioxidante, ela por si só não garante a prevenção. A prevenção de gripe se faz através de vacinação contra alguns vírus que causam a gripe, como H1N1, por exemplo.

Além da vitamina C, o zinco também tem sido apontado como um importante elemento para a saúde, já que por aumentar a produção de linfócitos pode-se associar a melhora da imunidade com mais assertividade. O zinco é tão importante que é um dos indicadores em exames médicos para saber a resposta imunológica do paciente.

VITAMINA D
Outra substância que tem um papel importante nesse contexto é a vitamina D que, por ter o seu processo de sintetização ligada a exposição ao sol, pode deixar algumas pessoas um pouco mais carentes da vitamina em função do isolamento domiciliar que em alguns casos dificulta a exposição ao sol.

Pacientes que tem carência em vitamina D, em geral, podem apresentar uma pior progressão em caso de doenças pulmonares.

Em função disso após a avaliação médica pode haver a necessidade de uma suplementação da substância para corrigir essa deficiência, mas somente se for comprovada a necessidade, já que se a pessoa está com o nível normal da vitamina D, esse excesso não apresenta nenhuma ajuda ao organismo.

Apesar de ser muito importante um equilíbrio dessas substâncias para a saúde, nenhuma delas pode assegurar a prevenção do coronavírus.

O assunto sobre complementação alimentar através de suplementação tem gerado maior busca e dúvidas desde o início da pandemia. O médico criou então em seu canal no YouTube uma lista de reprodução de vídeos que aborda essa relação entre o uso de vitaminas em tempos de epidemia de Covid-19.

O que realmente pode contribuir para a prevenção nesse momento é a testagem massiva de pacientes e o posterior isolamento dos contaminados.

Tecnologias de testagem como a Crispr Sherlock, por exemplo, viabilizaria muito esse processo, pois além de ter um processo simples, possui um baixo custo e uma eficácia de detecção da doença poucas horas após o contágio, o que diminuiria muito o tempo de contaminação de uma pessoa para outra.

A técnica foi desenvolvida por cientistas canadenses em parceria com instituições brasileiras. O médico Marcello é um dos coordenadores juntamente à equipe do dr. Jacques Tremblay da Universidade de Laval.

Fonte: g.co/kgs/C4LPd7

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