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Cuidados

Climatério e queda de cabelo: dicas de tratamento

Diminuição na produção de estrógeno pode prejudicar a saúde dos fios e do couro cabeludo das mulheres

Por Isabella Holouka

21 jan 2021 às 08:35

O período de transição que as mulheres passam da fase reprodutiva para a pós-menopausa, chamado de climatério, além dos bastante conhecidos sintomas de ondas de calor e desconforto, também pode afetar a saúde dos cabelos.

“As mulheres têm uma perda significativa na produção de estrógeno, um competidor natural da testosterona”, explica o médico tricologista Danilo Siqueira Talarico, da Clínica BelaPele, em Campinas, especialista no cuidado de pelos e cabelos.

Quando ultrapassamos o número de perda de 100 fios de cabelo por dia, e isso continua por mais do que 15 dias, já é um pedido de atenção – Foto: Adobe Stock

“Elas começam a apresentar sintomas capilares como dermatites seborreicas no couro cabeludo, aumento na queda capilar, rarefação dos folículos capilares”, afirma ele, citando cabelos com menos vida e brilho, além de mais frágeis e sensíveis, que demandam cuidado.

“Fazemos um acompanhamento para analisar a qualidade e velocidade do distúrbio causado pela queda do estrógeno. Depois, exames complementares para identificar alguma carência nutricional ou de outros hormônios também, que podem trazer uma deficiência na fabricação dos fios, ou até mesmo no número dos fios por folículo”, recomenda o tricologista.

A queda de cabelo demanda o acompanhamento de um tricologista quando se mostra persistente por um período maior que 15 dias.

“Calculamos que uma pessoa perde uma média de 100 fios de cabelo por dia, no máximo. Quando ultrapassamos esse número, e isso se perpetua por um período maior do que 15 dias, mais ou menos, é um pedido de atenção”, explica Danilo.

“Pode ser que hoje, amanhã e depois eu tenha mil fios de queda, mas durante cinco ou seis dias eu tenha 10 fios de queda. Então é necessário uma média”, pontua.

Causas
As duas principais causas da queda permanente dos cabelos são a hereditariedade e os hormônios masculinos. Entretanto, infecções provocadas por fungos ou bactérias, traumas na região capilar, hábitos compulsivos de arrancar os próprios fios, excesso de oleosidade, que provoca a dermatite seborreica, aplicação exagerada de produtos químicos, distúrbios da tireoide, má alimentação e carência de vitaminas também podem estar entre os motivos, além do uso contínuo de medicamentos e estresse.

“A mulher que toma anticoncepcional a vida toda e interrompe esse medicamento também pode ter um aumento na queda de cabelo”, lembra o especialista.

Cuidados para a saúde capilar
Para manter a saúde do couro cabeludo e dos fios, alguns cuidados são essenciais – e não só no período de climatério – como uma rotina de lavagens de acordo com o tipo de cabelo e couro cabeludo.

A tintura, segundo especialista, incorpora a haste do cabelo e melhora a qualidade do fio fragilizado – Foto: Divulgação

O tricologista Danilo Siqueira Talarico recomenda evitar lavar a cabeça em água quente, cuidar para que não fiquem resíduos no couro cabeludo e usar produtos adequados para o tipo de cabelo. O condicionador tem a sua importância destacada, bem como a aplicação, pelo menos uma vez na semana, de máscara capilar hidratante.

“Fugir do clareamento e das luzes, porque elas danificam a haste capilar. Fugir dos alisamentos químicos e manter distância dos procedimentos térmicos, como chapinha e secador”, sugere ainda.

O que está liberado, segundo o especialista, e sempre com o acompanhamento profissional, é a tintura dos fios. “É um procedimento químico que a gente até gosta, porque incorpora a haste e melhora a qualidade do fio fragilizado”, afirma.

Como tratar a queda de cabelos?
Os tratamentos para queda capilar normalmente dependem de uma investigação detalhada. Ultrapassando cerca de 15 dias de queda muito intensa, a recomendação é que se faça um exame de grande aumento digital de couro cabeludo, chamado de tricoscopia digital, analisando todos os campos e regiões da cabeça.

“Podemos ter uma ideia de que o couro cabeludo é tudo a mesma coisa, mas não é. Podemos ter regiões em que há especificações diferentes e fazemos essa análise no exame”, revela o especialista Danilo Siqueira Talarico, ressaltando a importância de exames complementares.

Além de medicações orais para reposição e organização do sistema orgânico, ele aponta aplicações no próprio couro cabeludo e fototerapia – capazes até mesmo de reverter alguns tipos de calvície.

Recentes, esses tratamentos podem ser usados para recuperação capilar dos pacientes, em áreas isoladas ou em todo o couro cabeludo, promovendo a redução dos processos inflamatórios e ajudando na cicatrização dos tecidos.

Fototerapia é uma opção para tratar a queda de cabelo – Foto: Divulgação

Fototerapia em tratamentos capilares

Luz azul: Tem ação bactericida e fungicida, possibilita a hidratação dos fios e do couro cabeludo, combate os radicais livres e potencializa os efeitos de produtos cosméticos capilares, além de garantir brilho, hidratação e sedosidade aos fios.

Luz vermelha: Combate processos inflamatórios, auxilia na selagem das cutículas e fortificação do fio. Ela também é uma opção para o tratamento da queda e na cicatrização de tecido, estimula síntese de colágeno, aumenta a produção de ATP e realiza terapia ILIB (técnica de laser terapêutico).

Luz Infravermelha: Tem função analgésica, para o tratamento de dores, atua na drenagem de líquidos, possui efeito anti-inflamatório. Além disso, a luz aumenta em 40% a penetração e eficácia de produtos e é capaz de intensificar a atividade mitocondrial, quando usada em conjunto com a luz vermelha para tratamento de queda e fortificação capilar.

Fonte: Ecco Fibras – equipamentos de fototerapia aplicada à saúde humana

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