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Revista L Educação

Atividades complementares ajudam na formação do aluno

Para além do currículo escolar obrigatório, programação promove o desenvolvimento cognitivo, social, psicológico e motor das crianças

Por Natália Velosa

09 de novembro de 2021, às 10h02 • Última atualização em 09 de novembro de 2021, às 10h03

Música, dança, língua estrangeira, educação financeira, karatê, contação de história, natação, horta. Além do currículo escolar obrigatório, as atividades complementares estão cada vez mais presentes nas aulas de educação infantil e ocupam um papel importante no desenvolvimento e formação do aluno.

Com atividades diferenciadas ou diversificadas, o objetivo maior do conteúdo complementar é abranger e desenvolver as várias habilidades e competências do aluno, que vão além do conhecimento acadêmico.

Alunos durante aula de música no Colégio Politec: sons e ritmos incentivam a oralidade – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

Um exemplo é trabalhar com a música. A coordenadora pedagógica do Colégio Politec, Rebeca Klava Sacannavino, explica que na musicalização infantil oferecida pelo colégio, a professora especialista trabalha os diferentes sons e ritmos e canto de músicas com os alunos para incentivar a oralidade.

“A criança precisa ver, ouvir e fazer. Assim ela interioriza a aprendizagem e sente o prazer de fazê-la”, explica Rebeca.

Na visão da diretora pedagógica do Instituto Educacional de Americana, Carla Miranda, as atividades complementares são essenciais para um desenvolvimento que integre cognitivo, social, psicológico e motor das crianças.

Essas atividades acabam sendo interdisciplinares e estimulam o aluno a “colocar a mão na massa”, diz Carla.

No Instituto Educacional de Americana, alunos aprendem sobre responsabilidade, educação financeira, nutricional, tecnologia e ciência enquanto cultivam hortaliças – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

Na horta, por exemplo, que é oferecida no colégio para as crianças a partir de um ano, os alunos cuidam e comem posteriormente os alimentos produzidos, além de entenderem sobre as plantas e quanto economizam com a produção própria. Com isso, aprendem sobre responsabilidade, educação financeira, nutricional, tecnologia e ciência.

Para que a atividade aconteça e atinja o objetivo necessário, é preciso que a criança esteja aberta a participar. Para isso, Carla Miranda explica que o aluno precisa estar bem emocionalmente. “Para a aprendizagem acontecer, eu preciso estar feliz, estar bem naquele lugar, me dar bem com as pessoas”, explica.

A criatividade também é outro fator importante para a participação do aluno. A doutora da faculdade de educação e também professora da faculdade de pedagogia da PUC-Campinas, Heloisa de Azevedo, explica que o aluno já tem a obrigação das tarefas de casa, que estão dentro do currículo escolar. Para ele querer participar de novas atividades, é necessário agradá-lo e estimulá-lo como uma atividade divertida.

Para isso, o apoio dos professores é essencial. Eles conhecem a turma e suas necessidades e poderão auxiliar no desenvolvimento em diferentes contextos.

“O mais importante na escola é aprender a pensar, parar de copiar e imitar. Pense por você, diga o que você está pensando e coloque em prática. As atividades complementares podem ser um grande estimulador
disso”, conclui Heloisa. 

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