México renova contrato com a F1 e continua no calendário até 2022


O GP do México vai permanecer no calendário da Fórmula 1 pelo menos até o final de 2022. O acordo entre a F-1, a Corporação Interamericana de Entretenimento (CIE), promotora do evento, e o Governo da Cidade do México foi formalmente assinado nesta quinta-feira em uma coletiva de imprensa no Palácio da Câmara Municipal, na capital mexicana.

O GP mexicano foi disputado inicialmente em 1962 e retornou ao calendário em 2015. Desde então, as corridas disputadas no autódromo Hermanos Rodríguez passaram a chamar a atenção na F-1 pelo sucesso de público e pela empolgação dos fãs mexicanos. Nas quatro últimas edições da corrida, foram 1,3 milhão de fãs no circuito e mais de 380 milhões de telespectadores.

Neste ano, a prova está marcada para o dia 27 de outubro. Será a 19.ª e antepenúltima corrida da temporada e a 20.ª em terras mexicanas. A partir de 2020, o título oficial do evento será alterado para o Grande Prêmio da Cidade do México para enfatizar o apoio dado pelo governo da cidade.

“Estamos satisfeitos por renovar nossa parceria com a Cidade do México. Desde que retornou ao calendário do campeonato em 2015, este evento sempre provou ser incrivelmente popular, o que lhe valeu o prêmio de melhor do ano em quatro edições consecutivas. O GP também foi um importante impulsionador econômico para a cidade, reforçando suas credenciais como centro de turismo”, disse Chase Carey, presidente e CEO da Fórmula 1.

Claudia Sheinbaum Pardo, prefeita da Cidade do México, que havia revelado o acordo na quarta-feira, relembrou o fato de a organização não utilizar dinheiro público pela primeira vez neste ano. “Anteriormente, o Governo Federal colaborou com o pagamento do evento. O governo da Cidade do México será um intermediário, criando uma confiança que aumentará o investimento privado necessário para realizar este evento internacional. O preço dos ingressos permanecerá o mesmo dos anos anteriores”.

O contrato do México é um dos cinco do calendário atual que se encerra neste ano. E as discussões vinham gerando pouco otimismo por parte dos mexicanos porque o governo decidiu retirar o apoio financeiro para o pagamento da taxa anual que a Fórmula 1 cobra dos seus promotores. No caso da etapa mexicana, este valor superaria os US$ 30 milhões (cerca de R$ 119 milhões).

Antes da renovação com o México, a categoria anunciou recentemente acerto para estender o vínculo com o GP da Inglaterra. A Itália já chegou a um acordo, ainda não oficializado pela F-1. Espanha e Alemanha ainda negociam, com chances maiores para os espanhóis. A etapa alemã deve deixar o calendário a partir do próximo ano.

Após finalizar estas negociações, a Fórmula 1 deve se debruçar sobre as etapas que têm contrato acabando em 2021, caso do Brasil. Em visita ao País em junho, o chefão da categoria, Chase Carey, afirmou que suas prioridades eram as corridas com vínculo somente até o fim deste ano. Depois disso, intensificaria as negociações com as demais etapas. No caso brasileiro, São Paulo tenta renovar o vínculo, enquanto que o empresário JR Pereira tenta levar a prova para o Rio de Janeiro.

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