Com família Fittipaldi, Stock Car vai reeditar a equipe Copersucar

Quase 40 anos depois do fim da única escuderia brasileira na história da Fórmula 1, os líderes daquela empreitada voltam…


Quase 40 anos depois do fim da única escuderia brasileira na história da Fórmula 1, os líderes daquela empreitada voltam a se reunir para recolocar um projeto nas pistas. O ex-piloto Wilson Fittipaldi e o engenheiro Ricardo Divila reeditam o comando da antiga Copersucar para terem na próxima temporada uma equipe na Stock Car, que se chamará Fittipaldi Team.

Se entre 1975 e 1982 a Copersucar correu na Fórmula 1 com a presença de um outro Fittipaldi, o bicampeão mundial Emerson, agora será a vez de novo representante da família estar no projeto da Stock Car. Christian Fittipaldi, filho de Wilsinho, será consultor técnico e terá o papel de orientar os dois pilotos a serem contratados pela equipe.

O retorno dos Fittipaldi como time em uma categoria do automobilismo vem em um momento marcante. Em novembro, um dos netos de Emerson, Pietro, assinou contrato com a Haas para ser piloto de testes na Fórmula 1. Outro neto, Enzo, ganhou em outubro o título da Fórmula 4 Italiana. A tradição do sobrenome nas pistas se renova.

“Eu me sinto muito bem por ter tomado a decisão de voltar a ser chefe de escuderia. Meu filho, Christian, também está muito motivado. Acho que vamos ser competitivos”, disse Wilson Fittipaldi ao jornal O Estado de S.Paulo. Após fechar a Copersucar em 1982, ele disse que sentia falta de reeditar a parceria com Divila, que novamente será responsável pelo desenvolvimento técnico dos carros na Stock Car.

Wilson, que completa 75 anos nesta terça-feira, garantiu ainda sentir a mesma paixão pelo automobilismo. “Eu preciso estar ao lado de um carro para ouvir o barulho do motor e do escapamento”, afirmou. O projeto começou em novembro. Parte da equipe está pronta, com a contratação de 15 membros. Os pilotos estão sendo escolhidos.

A Fittipaldi Team busca patrocinadores. A equipe deve ter orçamento anual nos padrões da Stock Car, entre R$ 4 milhões e R$ 8 milhões. Apesar da cor dos carros estar sujeita às marcas dos anunciantes, o sonho é manter uma identidade visual parecida à da Copersucar da Fórmula 1, em amarelo. O logotipo deve ser mantido: a imagem de um beija-flor visto de perfil.

A comparação entre o novo time e a antiga Copersucar não causa incômodo. Pelo contrário. Christian disse estar ansioso para voltar a trabalhar com o pai, como foi no começo da carreira nas Fórmulas 3 e Ford. “O que meu pai e o Divila fizeram na F-1, naquela época, foi algo muito à frente do seu tempo no Brasil. Eles conseguiram fazer algo que ninguém imaginava ser possível”, comentou.

Christian traz para o time a experiência de ter pilotado em categorias como Fórmula 1, Indy e Nascar. Agora aposentado, ele vai conciliar a presença na Stock Car com o trabalho nos Estados Unidos. “A categoria (Stock Car) passa por uma ótima fase, está competitiva, vem atraindo mais fãs, pilotos e empresas”, afirmou.

FORMAÇÃO – Além da Stock Car, Wilsinho trabalha para ampliar a formação de pilotos. Para 2019, ele pretende lançar projeto para captar garotos que se destaquem no kart e dar a eles vagas na Fórmula Vee, categoria criada por ele. O objetivo é propiciar aos talentos um torneio nacional após passagem pelo kart.

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