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Polêmica

Valdivia se diz traído ao sair do Palmeiras e admite responsabilidade por lesões

Meia chileno explicou saída do Palmeiras em 2015 e voltou a culpar o ex-diretor Alexandre Mattos pelo ocorrido

Por Agência Estado

31 Maio 2020 às 18:00 • Última atualização 08 jun 2020 às 09:39

O meio-campista chileno Jorge Valdivia, atualmente no Monarcas Morelia, do México, concedeu entrevista ao apresentador Benjamin Back, da Fox Sports, e comentou sobre diversos pontos das duas passagens que teve pelo Palmeiras. Entre elas, o jogador explicou a saída do clube em 2015 e voltou a colocar a culpa do ocorrido no então CEO do clube, Alexandre Mattos, embora tenha citado também o ex-presidente alviverde Paulo Nobre.

“Não tenho nenhuma saudade do Alexandre Mattos. Acho que 90% da responsabilidade da minha saída é dele. Quando foi para o meu contrato ser renovado, seria um contrato de produtividade. Mas tinha muita coisa estranha no contrato. Por exemplo, se eu fosse para a seleção, eu não receberia. Achei injusto ser castigado por ir para a seleção. Defender o meu país é um prêmio”, comentou Valdívia, para na sequência citar outras coisas que o magoaram.

“O nome do Lucas Barrios já estava sendo especulado na época também e o Mattos me disse que ele não viria para o Palmeiras. Também fiquei chateado com o Paulo Nobre, que me pôs para treinar afastado. Me senti traído por ele. E tínhamos uma relação boa porque nos conhecíamos há muito tempo”, relatou o meia.

Valdivia também comentou sobre as muitas lesões que sofreu em sua segunda passagem no clube, afirmando que teve culpa, mas que se esforçava para voltar o mais rápido possível. “Tive muita responsabilidade por não tomar os devidos cuidados com algumas lesões. E sofri com as consequências, principalmente da mídia. Mas teve outras vezes que não era culpa minha. Joguei sem poder jogar. Voltava antes da hora, acelerava processos de recuperação. E ninguém ia lá para me defender. E outra coisa, não era só eu que me lesionava e ninguém mais do antigo departamento médico está lá”, defendeu-se.

O chileno costuma causar divisões na torcida do Palmeiras entre os que o consideram ídolo e os que não gostam dele – e, na opinião de Valdívia, há muito carinho por parte dos alviverdes. “Meu saldo no Palmeiras é positivo. A torcida tem um carinho, tem respeito. Eu fiquei no time em um momento difícil. Teve jogadores que saíram, treinadores que saíram. E eu fiquei. Eu conversei com o Marcos na época sobre o que fazer. E ele me disse que disputar a Série B me levaria para outra categoria com a torcida. E é verdade”, afirmou, relembrando a Série B em 2013.

“O Prass também ficou para a disputa. Agora a gente vê campo bom, jogadores bons, comida boa. Eu também queria. Qualquer jogador iria querer. Difícil era jogar na outra fase, quando tinha que ganhar para não cair de novo para Série B. A gente caiu, subiu, e em 2014 teve isso. No fim das contas, acho que o torcedor tem mais carinho e respeito que ódio”, disse o meiocampista.

Valdivia também se queixou de um suposto ‘esquecimento’ do clube sobre ele. “É lógico que quero voltar. Gostaria muito de, um dia, voltar para, pelo menos, assistir a um jogo como convidado. Nunca sou lembrado em nada, nunca sou citado. Se tiverem problema comigo, podem ligar, mandar mensagem. Pelos sete anos que passei lá, gostaria de, um dia, ser lembrado nas redes sociais do clube, com um parabéns, feliz aniversário, um vídeo com jogada minha. Mas, independentemente de qualquer coisa, sou palmeirense”, disse. Em outros pontos da entrevista, ele também ressaltou a vontade de voltar ao Palmeiras.