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Investigação

STJD conclui inquérito e diz que provas de manipulação relatadas por Textor são ‘imprestáveis’

Auditor sugere uma suspensão de seis anos e a aplicação de uma multa ao empresário americano de R$ 2 milhões

Por Agência Estado

05 de julho de 2024, às 17h18 • Última atualização em 05 de julho de 2024, às 18h22

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva concluiu, nesta sexta-feira, o inquérito sobre a manipulação de resultados a fim de apurar as denúncias do dono da SAF do Botafogo, John Textor. O relatório conclusivo, que conta com mais de 50 páginas, indica como “imprestáveis” as provas apresentadas pelo empresário americano contra atletas, clubes e árbitros.

O documento foi presidido pelo auditor do Pleno, Mauro Marcelo de Lima e Silva. A conclusão foi encaminhada para a Procuradoria da Justiça Desportiva. Durante o inquérito, John Textor apresentou as “provas irrefutáveis” que alegava possuir. Após análise, o auditor processante concluiu que as denúncias configuravam em ilícitos desportivos contra sete entidades desportivas, nove atletas e nove árbitros.

Diante da conclusão, o auditor sugere uma suspensão de seis anos e a aplicação de uma multa ao empresário americano de R$ 2 milhões. As sanções seriam as maiores já propostas na história do STJD.

Textor disse ter provas de que jogos do Campeonato Brasileiro estariam sendo manipulados e as apresentou ao STJD. De acordo com o relatório no site da entidade, sem apresentar provas e com base em uma empresa de inteligência artificial, ele publicou texto em abril afirmando que o jogo entre Palmeiras e São Paulo, realizado em outubro de 2023, foi manipulado por ao menos cinco jogadores do São Paulo.

O inquérito foi aberto após os episódios, a partir do pedido da Procuradoria Geral da Justiça Desportiva, do Palmeiras, do São Paulo, do Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo e da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol para a investigar as alegações de manipulação feitas pelo dirigente do Botafogo.

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