União e festa na Corrida de São Silvestre

Grupo de corredores de Americana se une para se confraternizar na principal prova de rua do País, em São Paulo


Dezessete corredores amadores de Americana usarão a 94ª Edição da Corrida Internacional, nesta segunda-feira, como forma de confraternização. Os atletas viajarão para São Paulo de van, numa viagem organizada pela Aspam (Associação de Pedestrianismo de Americana).

Segundo o presidente da entidade, Marcelo de Ramos Manoel, a equipe completará 20 anos de existência em 2019 e, desde sua fundação, sempre tem representantes na competição paulistana. Ele contou que os corredores tratam a prova como uma oportunidade de integração.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Corredores da Aspam estarão entre os 30 mil corredores da prova

“Durante o ano, nós participamos de corridas locais, regionais, algumas corridas também mais distantes. Mas a São Silvestre acaba sendo a nossa confraternização de final de ano, uma corrida para a gente encerrar com chave de ouro o nosso ano”, disse.

De acordo com Marcelo, apesar do clima de descontração, todos também buscam se superar na corrida, mesmo que esse não seja o principal objetivo deles.

“Todo ano, nós vamos com os objetivos de recordes pessoais, superação das marcas pessoais, mas também com muita alegria. O grupo nosso tem uma união muito grande. A gente sempre está junto nas provas”, comentou.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Osvaldo, de 71 anos, vai para a São Silvestre pela 5ª vez

Um dos atletas que fazem parte do grupo é Osvaldo Elias da Silva, de 71 anos. Ele começou a praticar corrida em 2014, motivado por sua aposentadoria, e já disputou até maratonas, com direito a pódio na categoria.

“Antes de eu correr, eu só trabalhava, mas sempre tive vontade de fazer alguma coisa. Mas, quando eu trabalhava, não sobrava tempo. Sempre via passar na televisão e, quando aposentei, comecei a fazer uma caminhadinha. Via o pessoal passar correndo perto de mim, aí falei: ‘Vou correr também’”, lembra.

Na São Silvestre, o idoso marcará presença pela quinta vez. Em sua última participação, em 2017, Silva cravou o tempo de 1h22min41s. Ele espera completar a prova na faixa de 1h17min a 1h20min.
A largada será na Avenida Paulista, a partir das 8h20. Neste ano, a São Silvestre chegará a sua 94ª edição, com cerca de 30 mil competidores. O percurso possui 15 quilômetros de extensão.

São Silvestre é emoção da largada à chegada

Por João Colosalle, editor executivo do Grupo Liberal de Comunicação.

Quando alcancei um dos quarteirões da Avenida Paulista para correr a edição da São Silvestre de 2015 senti um frio na barriga inexplicável. Até então, correndo há cerca de um ano em provas de Americana e região, nunca tinha participado de uma corrida tão grandiosa.

O êxtase de estar ali, em meio a uma multidão de 30 mil pessoas espalhadas pela larga avenida, cartão-postal da cidade, me fez perder o ritmo nos primeiros cinco quilômetros. Quando olhei no cronômetro, na altura da descida para o Estádio do Pacaembu, já não havia pace a ser superado.

Dali em diante, decidi que faria da São Silvestre uma corrida para curtir.

Os personagens que encontrei pelo caminho, as cenas que vi e as palavras que ouvi enquanto dava as passadas rumo à chegada na Avenida Paulista se tornaram inesquecíveis.

Ao final da prova, por exemplo, me lembro de ter ao lado, por toda a subida da temida Brigadeiro Faria Lima um corredor que gritava agradecimentos a Deus por estar ali. O episódio me fez perder toda a concentração, mas me ajudou a superar o desafio final que é a Brigadeiro.

De lá pra cá, corri outras grandes provas, comecei e interrompi esta coluna (que tem hoje uma “edição extraordinária”) e nunca mais voltei a SS, algo do qual ainda me arrependo. Quem sabe em 2019 o retorno aconteça. Aos corredores desta segunda-feira, aproveitem!

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