Americanense conquista vaga para os Jogos Paralímpicos

Alexandre Galgani, paratleta do tiro esportivo, conquista vaga com um ano de antecedência


A RPT (Região do Polo Têxtil) já tem um atleta garantido em Tóquio-2020: Alexandre Galgani, do tiro esportivo. Ele conquistou a classificação para os Jogos Paralímpicos no último dia 23, nos Emirados Árabes Unidos, durante etapa da Copa do Mundo.

Nascido em Americana e morador de Sumaré, Galgani garantiu a vaga ao ser vice-campeão da prova R5 – carabina de ar 10m deitado SH2. Na classe SH2, o competidor usa um suporte especial para a arma. A disputa aconteceu na cidade de Al Ain.

“Foi um campeonato muito bom. Eu já fui na expectativa de conquistar uma vaga e, se possível, um pódio”, afirmou o atleta de 35 anos.

Foto: Marco Antonio Teixeira_MPIX_CPB_30.11.2018
Alexandre Galgani

Apenas os oito melhores da fase classificatória avançavam para a final na etapa da Copa do Mundo. Galgani foi à decisão, justamente com o oitavo lugar.

Mesmo como azarão, ele quase ficou com o título. “Perdi o primeiro lugar no último tiro, por causa de dóis décimos”, comentou.

Na R5, o americanense igualou a melhor marca brasileira e das Américas, que já era dele. O atleta participou de mais duas provas: R9 – carabina .22 50m, R4 – carabina de ar 10m posição em pé.

Galgani bateu o recorde brasileiro e das Américas na R9 e, na R4, alcançou a oitava posição. “Foi um destaque muito bom que veio na hora certa para o tiro. Infelizmente, o tiro perdeu quase toda a verba para este ano, dentro do Comitê Paralímpico”, disse o americanense, que está atrás de patrocínio para esta temporada.

JOGOS

Pela segunda vez, ele vai participar das Paralimpíadas. O atleta já havia disputado os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro, e terminou o evento na 24ª posição.

Galgani começou a praticar a modalidade em 2013 e, desde então, tem marcado presença em todas as edições do torneio. “Como eu entrei no final de 2013 no tiro, não deu tempo de eu pleitear vaga nas Paralimpíadas anteriores”, apontou.

Neste ano, o americanense também terá pela frente o Aberto da Polônia, os Jogos Parapan-Americanos e o Mundial. “Minha expectativa, se Deus quiser, ainda neste ano, é pegar mais pódios”, projetou.

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