Comitê Paralímpico Internacional diz ser a favor de adiamento de Tóquio-2020


Diante da grande pressão de atletas e confederações esportivas favoráveis ao adiamento da Olimpíada de Tóquio, no Japão, também é possível que os Jogos Paralímpicos não sejam realizados neste ano. Neste sábado, o próprio presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês), o brasileiro Andrew Parsons, fez um pronunciamento em que se posiciona a favor do cancelamento das próximas competições esportivas para preservar a saúde dos atletas.

“Temos o dever de cuidar de todos os envolvidos no movimento paralímpico e vamos fazer o que é certo para vocês. A saúde e o bem-estar dos paratletas continuam sendo nossa maior prioridade. Se isso significar o cancelamento dos eventos esportivos para as próximas semanas como parte de uma estratégia de conter o covid-19, então que seja. Essa é a coisa certa a se fazer. Como uma comunidade global, precisamos estar unidos e tomar todas as medidas que precisamos para preservar a saúde e o mais importante, proteger a vida”, disse o dirigente brasileiro, em vídeo publicado nas redes sociais do IPC.

No entanto, Parsons considera que o tempo está a favor da realização da Paralimpíada neste ano. O evento está marcado para acontecer entre 25 de agosto e 6 de setembro. Ele diz que está ciente do impacto do novo coronavírus mundialmente e garante que o IPC mantém conversas com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Comitê Olímpico Internacional (COI).

Parsons também afirmou que o IPC tem dialogado com as federações internacionais, os comitês paralímpicos de cada país e os atletas para achar uma solução que seja confortável para todos os lados em meio à expansão significativa da covid-19 – já são quase 300 mil infectados em todo o mundo.

“Como o mundo enfrenta um dos seus maiores desafios, pedimos paciência e flexibilidade. No Movimento Paralímpico, não somos estranhos a desafios e obstáculos em nosso caminho. Como antes, de um jeito ou de outro, encontraremos uma solução”, disse Parsons. O brasileiro foi assessor de imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), presidiu a entidade duas vezes, foi vice-presidente do IPC entre 2013 e 2017 e depois foi escolhido para presidir a principal organização do esporte paralímpico.

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) comunicou neste sábado que defende o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio para 2021 em decorrência da pandemia do coronavírus. As confederações brasileiras endossaram a posição do COB e também manifestaram o desejo de que o evento seja adiado. A Olimpíada está prevista para ser realizada entre os dias 24 de julho e 9 de agosto.

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