Americana integra equipe de ouro do basquete no Pan

Débora Costa, Iza Sangalli e Stephanie Soares, que são nascidas em Americana, estavam entre as 12 jogadoras da seleção campeã no Peru


Americana estava em peso na seleção brasileira de basquete feminino que, neste sábado, conquistou o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru. Das 12 jogadoras do elenco, três nasceram na cidade: Débora Costa, Iza Sangalli e Stephanie Soares.

Em entrevista ao LIBERAL, Débora e Iza afirmaram ter feito história, principalmente porque o Brasil, nessa modalidade, não era campeão pan-americano desde 1991.

Foto: Divulgação
Adriana Santos, Iza Sangalli, Virgil Lopez e Débora fazem parte do grupo vencedor da seleção brasileira na final contra os EUA

“Entramos para a história. Fazia 28 anos que o Brasil não vencia. A gente espera que isso dê um ‘up’ na nossa modalidade, que a gente possa ver mais meninas vindo fazer basquete, que o Brasil consiga uma visibilidade maior”, disse Iza, ala do Ituano.

O Brasil venceu os Estados Unidos na final, por 79 a 73. Titular da seleção, Débora anotou oito pontos no confronto, com duas cestas de três e uma de dois. “Fiquei muito feliz. Acredito que seja um dos títulos mais relevantes da minha carreira. Muito feliz também por ter participado e ajudado bastante o Brasil nessa conquista, por ter feito um bom campeonato, e também pela história que a gente fez”, afirmou a jogadora, que é armadora do Sesi Araraquara.

Segundo Iza, agora, a seleção já começa a se preparar em busca da classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. “É disso que a gente vai em busca, de coisas maiores e melhores”, comentou a lateral de 24 anos.

Débora também faz projeções para o futuro. Para a atleta de 28 anos, o título pan-americano pode ser o início de uma sequência de conquistas.

“Espero que seja, daqui para a frente, um motivo a mais para o basquete continuar sobrevivendo e seja mais valorizado. E que esse título venha a acender e trazer mais conquistas daqui para a frente”, apontou a jogadora.

Caçula da seleção, Stephanie era reserva da equipe, mas teve participação em todos os jogos. Ela foi, inclusive, a cestinha da partida contra o Paraguai, que terminou com vitória brasileira pelo placar de 81 a 37. Na ocasião, a ala-pivô de 19 pontos marcou 15 pontos. Stephanie joga no basquete universitário dos Estados Unidos, pela The Master’s University.

Comissão técnica

Campeã pan-americana em 1991, a ex-jogadora de basquete Adriana Santos, que reside em Americana, repetiu o feito neste sábado, desta vez como gerente técnica. Nos Jogos de Lima-2019, no Peru, ela trabalhou acompanhada pelo marido, o francês Virgil Lopez, assistente técnico da seleção.

Adriana participou dos dois últimos títulos pan-americanos conquistados pelo Brasil no basquete feminino. Em 1991, a ex-atleta estava em quadra ao lado de nomes como Hortência e Magic Paula. Ela voltou a colocar a medalha de ouro no pescoço 28 anos depois.

“Para mim, acima de ser bicampeã pan-americana, é tudo que a gente conquistou para mostrar que o basquete feminino está voltando”, disse a ex-atleta, que possui um projeto social de basquete em Americana, a ADCF Unimed/Sicoob.

Segundo Adriana, essa medalha de ouro também deve fomentar o esporte na cidade, até porque três jogadoras que nasceram no município representaram o País em Lima: Débora Costa, Iza Sangalli e Stephanie Soares. “Para a gente, é mais um impulso”, afirmou.

Virgil, que já foi técnico da ADCF Unimed/Sicoob, também festejou a conquista. “Essa conquista, para mim, é indescritível. É uma sensação muito boa alcançar o título e cantar o hino no final”, declarou.

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