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Paraguai

Justiça determina prisão domiciliar para R10

Para conseguir o benefício, Ronaldinho pagou uma fiança no valor de US$ 1,6 milhão e apresentou documento comprovando que ficará em hotel no Paraguai

Por Agência Estado

07 abr 2020 às 17:28 • Última atualização 27 abr 2020 às 11:56

Foto: MP Paraguaio
Ronaldinho e Assis foram detidos em 6 de março

Ronaldinho Gaúcho e Assis vão seguir presos no Paraguai, mas agora em prisão domiciliar. Nesta terça-feira, após pouco mais de um mês da detenção do astro em Assunção, o juiz Gustavo Amarilla decidiu mudar o regime de reclusão do craque, que agora ficará em um hotel.

O veredicto que “relaxou” a condição de Ronaldinho foi tomada em uma audiência em que a defesa de Ronaldinho apresentou o pagamento de fiança de US$ 1,6 milhão (aproximadamente R$ 8,35 milhões). Além disso, os advogados Sergio Queiroz e Adolfo Marin indicaram que ele e Assis vão ficar no Hotel Palmaroga.

Com a documentação do pagamento da fiança e da hospedagem em mãos, o juiz optou por permitir que eles fiquem em prisão domiciliar enquanto aguardam a sequência das investigações e o julgamento, embora o Ministério Público defendesse que ambos seguissem detidos, pois, soltos, poderiam atrapalhar as investigações.

Assim, a defesa de Ronaldinho enfim conseguiu uma vitória no processo após os três recursos anteriores terem sido negados pela Justiça paraguaia. E isso é importante, pois a prisão preventiva no país pode durar até seis meses, sendo que o sistema judiciário do país está parcialmente fechado.

Ronaldinho e Assis foram detidos em 6 de março, quando deram entrada no Agrupamento Especializado, um quartel da Polícia Nacional adaptado como presídio. Desde então, ele cumpriam prisão preventiva determinada pela Justiça paraguaia por usarem passaportes falsos para entrar no país dois dias antes.

O Ministério Público investiga suposta participação de Ronaldinho e do seu irmão em uma organização criminosa especializada em falsificação de documentos e lavagem de dinheiro.