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Futebol

Joel Santana e René Simões viram técnicos em reality show no SBT

Por Agência Estado

21 fev 2020 às 10:40 • Última atualização 27 abr 2020 às 12:04

A longa experiência dos técnicos Joel Santana e René Simões estará neste ano a serviço de um reality show voltado a revelar novos talentos do futebol. Os dois vão orientar e selecionar os garotos participantes do programa “Uma Vida Um Sonho”. A atração irá ao ar no SBT entre maio e julho, com a participação de garotos de 18 a 20 anos. O vencedor terá a oportunidade de assinar contrato com um clube europeu. O nome da equipe não foi revelado.

O programa terá a apresentação da jornalista Glenda Kozlowski, será gravado no Rio de Janeiro e terá transmissão nas manhãs de domingo. Após uma fase preliminar com milhares de inscrições e peneiras, 22 jovens vão participar do início da atração. Os dois experientes treinadores contam com a ajuda da tecnologia para avaliar os garotos. Um programa de computador analisa cada participante e atribui notas para fundamentos, habilidade e técnica.

A produção do programa vetou a presença de candidatos que tenham vínculo com empresários e está à procura de jogadores com qualidade técnica. “O perfil que a gente quer é simples. Estamos analisando a qualidade técnica, o que ele faz com a bola, os fundamentos. A parte tática a gente coloca rapidamente do jeito que a gente gosta. É um projeto novo, mas com muitos objetivos”, disse Joel Santana ao Estado.

Aos 71 anos, o técnico tem se divertido nas gravações ao lado do companheiro René, de 67. Os dois entendem ser necessário realizar mais trabalhos de orientação e formação nas categorias de base. “Os jogadores estão saindo cada vez mais cedo do Brasil, mas às vezes não estão preparados para sair, vão sem experiência e aí voltam porque não tiveram a oportunidade de serem trabalhados corretamente”, comentou Joel.

A fase atual do programa é de organizar peneiras com os inscritos. A primeira série de avaliações foi em Barueri, na última semana, com as presenças em campo dos dois treinadores. Joel e René têm sido rigorosos nas avaliações, mas garantem que não baseiam as definições dos escolhidos apenas na pontuação do programa de computador auxiliar. Vale muito a experiência da dupla.

“Alguns controlam bem a bola, mas na hora do jogo não consegue aplicar o fundamento à dinâmica da partida. O trabalho é legal porque nós discutimos e escolhemos. Depois a gente olha lá no computador e geralmente quem escolhemos é o que tem a maior pontuação”, contou René. A seleção para o programa teve etapas de testes físicos, técnicos e simulação de jogos.

René afirmou que o programa vai procurar trabalhar em cima de lacunas que existem por vezes nas categorias de base, como a excessiva preocupação com parte tática em vez privilegiar o desenvolvimento dos garotos. “Faz falta para os jogadores terem mais ‘peladas’, para aprenderem a fazer as coisas por eles mesmo. Tem momentos do jogo que não é o que o treinador falou. No um contra um, é você que tem de se virar”, disse.