União Barbarense e Rio Branco fazem primeiro dérbi pela 2ª Divisão

Os números de 104 anos de história são postos à mesa por rivais da RPT no primeiro clássico do ano; Rio Branco estreia na temporada


Campeonato Paulista Sub-23 Segunda Divisão. O nome oficial dado pela FPF (Federação Paulista de Futebol) à competição sob sua chancela tenta amenizar a realidade, mas não há como fugir dela. É no terreno inóspito da quarta divisão, o último nível do futebol estadual, que se encontram Rio Branco e União Barbarense.

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal.JPG
Do lado do Rio Branco, do técnico Raphael Pereira, trata-se da estreia no Campeonato Paulista Sub-23 Segunda Divisão

E é nele também que os rivais da RPT (Região do Polo Têxtil) medirão forças pela primeira vez na temporada neste sábado, às 16 horas, no estádio Antonio Lins Ribeiro Guimarães, em Santa Bárbara d’Oeste, pela segunda rodada do Grupo 3 da competição – será, no entanto, a estreia do Tigre, que folgou na primeira rodada.

A primeira vez de um dérbi neste contexto, algo nunca registrado desde 1915, quando a história do clássico começou, não diminui sua importância, por se tratar, justamente, de um… Dérbi. Uma definição que põe à margem a divisão, o momento histórico, o repertório recente das equipes, o período superior a um ano de inatividade.

E como o clássico em um cenário inédito sugere, uma reunião de números – inclusive tabus – é arrastada por ele. Na era do profissionalismo de seu departamento de futebol, que em 2019 chega a 40 anos, o Rio Branco encerra neste fim de semana o maior intervalo sem disputar uma partida oficial. São 384 dias desde a vitória sobre o Grêmio Osasco por 2 a 0, em 25 de março do ano passado, pela última rodada da Série A3. O número supera os 299 dias sem partidas entre abril de 2016 e janeiro de 2017, conforme levantamento do jornalista e historiador Gabriel Pitor.

SEQUÊNCIA. Ainda em termos históricos, o time do técnico Raphael Pereira também tenta evitar que o União Barbarense chegue à maior sequência sem derrota da história do dérbi. O tabu atual vem desde 2013 e soma 11 partidas de invencibilidade para a equipe de Santa Bárbara d’Oeste, igualando série de mesmo número registrada entre 1953 e 1981, e interrompida em 1982 pelo Tigre.

A maior goleada da história do encontro, o 6 a 0 que o Rio Branco aplicou sobre o União pelo Campeonato Brasileiro da Série C de 2006, também representa a última vitória americanense dentro do Antonio Guimarães. De lá para cá, em oito partidas em Santa Bárbara, são seis triunfos do mandante e dois empates.

Foto: Marcelo Rocha - O Liberal.JPG
Para o União Barbarense, comandado por Denis Augusto, é a chance de reabilitação após o tropeço na primeira rodada

ESPERA. Para a equipe que recebe o dérbi deste sábado, uma marca incômoda também a acompanha. Se por um lado a vitória em cima do Rio Branco por 1 a 0, em 21 de fevereiro do ano passado, no DV, foi o ponto alto da campanha do time na Série A3, por outro o confronto se traduz como o último resultado positivo desde então.

O União não ganhou mais em nenhuma das oito rodadas seguintes – três empates e cinco derrotas. Com o consequente rebaixamento à Segunda Divisão, estreou neste ano no torneio com tropeço diante da Itapirense por 1 a 0, fora de casa, no último sábado. O torcedor unionista, então, não sabe o que é comemorar uma vitória há 416 dias.

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