Torcedores da RPT elogiam festa brasileira e receptividade russa

Moradores da região que foram à Copa do Mundo, na Rússia, contam experiências vividas no país-sede do torneio


O hexacampeonato da seleção brasileira, mais uma vez, terá que esperar. Mas, fora de campo, a Copa do Mundo foi um sucesso para moradores da RPT (Região do Polo Têxtil) que foram à Rússia. Eles destacaram a festa realizada pelos brasileiros e elogiaram a recepção dos russos.

O gerente financeiro Fernando Morato, de Americana, apontou que a torcida brasileira “ressurgiu” na Rússia. Para o jovem de 24 anos, pela primeira vez os torcedores realmente apoiaram a seleção e não foram apenas “turistas”.

Foto: Arquivo pessoal
Morato em selfie com o ‘Canarinho Pistola’

“A torcida brasileira nunca foi uma torcida de empolgar, de fazer festa, de andar junto. Nunca teve grito para empurrar o time. Era sempre o mesmo ‘eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor’. Parece que não ligava muito para o time. Era mais uma torcida de espectador, e não de torcedor mesmo”, explicou.

Ele contou que, antes dos jogos do Brasil, todos recepcionavam o time no hotel, faziam um “esquenta” com bebida e samba, e andavam juntos até o estádio. Fernando contou que no dia da partida contra a Sérvia, em Moscou, quando o Brasil venceu por 2 a 0, pelo menos 2 mil torcedores se reuniram nesse ritual. “Era meio distante do estádio. Então, todo mundo saiu em comboio na rua para ir para o jogo, pelo metrô. Na hora que entramos, 2 mil brasileiros cantando junto no metrô, a Rússia parou”, afirmou.

Foto: Arquivo pessoal
Ramos e a bandeira do União em São Petersburgo

Rodrigo Ramos, de Santa Bárbara d’Oeste, ressaltou que os brasileiros apareciam em peso até em confrontos de outras seleções. O economista de 26 anos assistiu a cinco jogos do Mundial, e nenhum deles era do Brasil. As partidas que ele acompanhou foram entre Portugal e Irã (1 a 1), Suíça e Costa Rica (2 a 2), Rússia e Espanha (1 a 1, com vitória russa nos pênaltis), Colômbia e Inglaterra (1 a 1, com vitória inglesa nos pênaltis) e França e Bélgica (1 a 0).

“Provavelmente, foi o país que mais foi para a Rússia, porque a gente via brasileiro em todo lugar. Até ontem [terça-feira], no jogo da semi, acho que a maioria do estádio era brasileiro. O pessoal da Rússia gostava bastante dos brasileiros também. Fazia festa todo mundo junto”, declarou.

Rodrigo disse que se surpreendeu com a receptividade russa. “A gente escutava que o russo é meio bravo, de poucos amigos. Mas foi um negócio totalmente diferente. O pessoal recepcionou super bem a gente”, comentou. De acordo com ele, moradores ofereciam água aos brasileiros que caminhavam na rua e também se esforçavam na comunicação.

Foto: Arquivo pessoal
Argentin elogiou ambiente para brasileiros

Segundo o americanense Dimas Argentin, de 27 anos, havia russos que tratavam brasileiros como celebridade. “Quando saíamos nas ruas com camiseta da seleção e, muitas vezes, com as bandeiras, ficava até difícil andar de tantas pessoas nos parando pedindo para tirar foto”, relatou o engenheiro. “Houve alguns momentos que olhava em volta e havia dezenas de celulares apontados tirando foto, querendo conversar, pagar bebida”, detalhou.

Foto: Arquivo pessoal
Linarello com a bandeira do Tigre em Moscou

Conforme o LIBERAL noticiou, dois americanenses levaram bandeiras do Rio Branco para a Rússia, inclusive Fernando. O outro é o gerente de pessoas Rodrigo Linarello, de 42 anos. Fernando disse que viu um terceiro torcedor com bandeira do Tigre na Copa. “Nenhum time tinha três bandeiras lá na torcida do Brasil. Só o Rio Branco que tinha três. Então demos show lá na Rússia também”, salientou. “Legal ver o nosso Tigre da Paulista pelo mundo”, apontou Linarello.

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