Tigre terá renda de jogos penhorada pela Justiça

Dívida com empresa que prestou serviço de transporte para a equipe em 2009 motivou a ação, que tem o objetivo de receber R$ 98 mil do clube


O Rio Branco perderá toda a renda dos jogos que fizer como mandante no Campeonato Paulista Sub-23 Segunda Divisão por uma dívida de R$ 98 mil com a empresa responsável pelo transporte do elenco profissional do clube em 2009, ano em que foi vice-campeão da Série A2.

A decisão da juíza Fabiana Calil Canfour de Almeida foi publicada no último dia 14 e prevê que todas as partidas do alvinegro na temporada tenham os valores penhorados. São seis jogos como mandante na primeira fase, e o número pode chegar a 15, caso o Tigre avance até a final.

O montante arrecadado será destinado para abater a dívida com a empresa IFZ Pereira Transportes. Em 2009, ela foi contratada para transportar os atletas e comissão técnica do Rio Branco, mas não recebeu pelos serviços prestados.

“Eles emitiam nota, boleto e não pagavam, aí nós executamos [a ação]” disse o advogado da empresa, Luiz Carlos Gomes, ao LIBERAL. O serviço foi prestado por cerca de seis meses e gerou uma ação no valor de R$ 29.206,17.

Como a pendência não foi quitada pelo clube em 2009, quando o processo foi gerado, os juros aumentaram a proporção da dívida, e as penhoras começaram em 2015, na sétima rodada da Copa Paulista, em duelo contra o Independente, quando R$ 6.590,00 foram repassados à IFZ.

A situação se repetiu no ano seguinte, na 11ª rodada do Campeonato Paulista da Série A2, com a retenção de R$ 5.020,00 arrecadados no duelo contra o Penapolense. Nessa altura, a dívida havia crescido para R$ 68 mil.

O processo indica que jogos disputados em 2017 e 2018, pela Série A3, também tiveram os valores de bilheteria retidos. Agora, os juros estão no patamar de 1% ao mês, e o valor devido chega a R$ 98 mil, informou Gomes.

PROCEDIMENTO. Um oficial de justiça, acompanhado de um representante da transportadora, comparecerão à bilheteria do estádio Décio Vitta nos dias de jogos do Tigre para recolher o valor arrecadado na venda de ingressos – eles devem depositar a quantia em uma conta determinada pela Justiça no próximo dia útil.

“Isso é inevitável. Infelizmente não existe muito a se fazer. Ou se paga ou vai sofrer as consequências. Estamos buscando alternativas para tentar saldar essa dívida. Temos até a data do primeiro jogo para tentar um acordo”, afirmou o advogado do Rio Branco, Cláudio Bonaldo.

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