Técnico da seleção sub-17 campeã do mundo prevê futuro promissor desta geração


A seleção brasileira conquistou o seu quarto título do Mundial Sub-17 ao vencer o México por 2 a 1, de virada, na noite deste domingo, no Estádio Bezerrão, no Gama (DF), e encerrou um jejum de troféus na competição que durava desde 2003. O fato serviu para resgatar o orgulho e a credibilidade de uma categoria que havia acumulado fracassos em várias edições recentes do torneio organizado pela Fifa.

Ao comemorar o triunfo sobre os mexicanos, heroico como já havia sido a vitória por 3 a 2 sobre a França, também de virada, pelas semifinais, o técnico da equipe nacional, Guilherme Dalla Déa, destacou que o “Brasil passa a respeitar uma grande geração”. Para completar, ele previu um futuro promissor para estes jogadores, que fizeram a seleção se sagrar tetracampeã com 100% de aproveitamento no Mundial, com sete vitórias em sete jogos.

“Tenho certeza de que muitos destes atletas vão defender a seleção principal. Logicamente, vão aparecer também em seus clubes como atletas de muita qualidade”, aposta o comandante, que também viu o atacante Gabriel Veron, garoto da base do Palmeiras, ser eleito pela Fifa o melhor jogador da competição realizada no Brasil, na qual ele marcou três gols.

“Acho que vai ser muito importante para minha carreira. É um grande passo. Ser melhor jogador da Copa do Mundo não é para qualquer um. Estou muito feliz”, festejou o camisa 7 brasileiro.

Matheus Donelli, do Corinthians, ganhou o troféu Luva de Ouro ao ser escolhido como melhor goleiro do Mundial, enquanto o atacante Kaio Jorge, do Santos, recebeu a Chuteira de Bronze da premiação por ter sido o terceiro maior artilheiro do torneio.

Anteriormente, o Brasil faturou o Mundial Sub-17 em 1997, 1999 e 2003. E em 2005 amargou um vice-campeonato ao ser derrotado pelo México por 3 a 0, no Peru. Depois disso, nas sete edições seguintes da competição, que ocorre de dois em dois anos, a equipe nacional teve como melhores resultados o terceiro lugar em 2017 e a quarta colocação em 2011, sendo que não conseguiu se classificar sequer para as semifinais em 2007, 2009, 2013 e 2015.

Na campanha vitoriosa de 2019, a seleção goleou o Canadá por 4 a 1, bateu a Nova Zelândia por 3 a 0 e depois fechou a primeira fase do torneio derrotando a Angola por 2 a 0. Na sequência, a equipe superou o Chile por 3 a 2 nas oitavas de final e eliminou a Itália com um triunfo por 2 a 0 nas quartas, antes de levar a melhor sobre franceses e mexicanos em seus dois últimos jogos.

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