‘Semifinal de 2008 deu confiança para o título do Palmeiras’, diz Wendel

A última semifinal de Campeonato Paulista entre Palmeiras e São Paulo foi em 2008 e deixou memórias marcantes para o…


A última semifinal de Campeonato Paulista entre Palmeiras e São Paulo foi em 2008 e deixou memórias marcantes para o torcedor alviverde. Os mesmos adversários deste domingo fizeram duas partidas movimentadas e polêmicas naquele ano e o resultado positivo, na opinião de quem fazia parte daquele time do Palmeiras, foi quase tão importante quanto a vitória na decisão.

O lateral-direito Wendel participou daqueles encontros. A semifinal teve como primeiro jogo a vitória são-paulina por 2 a 1 no Morumbi, em jogo marcado por um toque de mão de Adriano no primeiro gol. Já na volta, no antigo Palestra Itália, a equipe da casa conseguiu reverter a situação e ganhou do rival por 2 a 0, gols de Léo Lima e Valdivia.

“A semifinal teve um gosto de título. A vitória nos deu confiança para sermos campeões depois contra a Ponte Preta”, recordou Wendel. O São Paulo era na época o rival mais temido, por vir de dois títulos brasileiros consecutivos, fora as conquistas recentes da Libertadores e do Mundial de Clubes, obtidas em 2005.

O Palmeiras acumulava 12 anos sem ganhar o Estadual em 2008 e tinha como conquista mais recente o Brasileiro da Série B, em 2003. “Desde a chegada do professor (Vanderlei) Luxemburgo, tinha o discurso de que era preciso mudar a história. O pensamento era títulos. Tínhamos que ser campeões. O grupo era forte, o time era unido”, afirmou Wendel. Jogadores como Marcos, Valdivia, Diego Souza e Kléber eram as principais estrelas do elenco.

Se na partida de ida da semifinal a polêmica foi o gol de mão de Adriano, na volta a reclamação são-paulina foi com o vestiário. Os jogadores reclamaram que, no intervalo da partida, alguém jogou gás de pimenta nos dutos de ventilação e o elenco reclamou da dificuldade para respirar.

Wendel teve participação decisiva no desfecho da partida. No segundo tempo, ele iniciou o contra-ataque decisivo e tocou para Valdivia ampliar para 2 a 0, placar que definiu a vitória palmeirense. “Quando eu arranquei com a bola, até pensei em chutar. Mas vi que o Rogério Ceni fechou o canto. Como vi o Valdivia passando ao lado, toquei para ele. Foi jogada parecida com as de futsal”, relembrou.

Depois do São Paulo, o Palmeiras enfrentou a Ponte Preta na final. O time alviverde ganhou ao título ao vencer por 1 a 0, em Campinas, e 5 a 0 em São Paulo.

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