Sem quartos em hotel de Manaus para santistas, Emily Lima ataca gestão da CBF


Os problemas de logística enfrentada pela equipe de futebol feminino do Santos para se hospedar em Manaus, onde vai enfrentar o Iranduba, quarta-feira, pelo Campeonato Brasileiro, irritou a técnica Emily Lima. Ela divulgou uma série de vídeos nas redes sociais, indignada com a ausência de quartos para hospedar as jogadoras no hotel reservado para o elenco. O problema seria de responsabilidade, na visão da treinadora, da CBF e da Pallas Turismo Esportivo, a operadora logística oficial da competição.

Em um dos vídeos divulgado por Emily, jogadoras do Santos tentam dormir se acomodando no saguão do hotel designado para receber o time. Posteriormente, o problema foi resolvido, com o elenco do futebol feminino do clube pernoitando em um outro hotel de Manaus.

A treinadora também reclamou da logística da viagem, que teria levado o time a realizar uma cansativa viagem de Santos até Manaus. E na chegada ao hotel onde a equipe ficaria, que ocorreu na última madrugada, o elenco foi informado que o acesso aos quartos estaria marcado para apenas as 12 horas desta terça.

“Essa é a organização do nosso futebol para mulheres no Brasil. Saímos de Santos às 3 horas da tarde, e a senhora CBF e a senhora Pallas, a empresa que faz toda nossa logística de viagem, não tinham voo para amanhã (terça-feira), mandaram a gente em um voo hoje (segunda), picado, com escala em Brasília. Nós chegamos ao hotel e não tem vaga para nós. Então, vamos dormir aqui hoje. Vamos dormir aqui na recepção do hotel”, reclamou a treinadora, antes do impasse sobre a hospedagem ser solucionado.

Com passagem recente pelo comando da seleção brasileira, mas também tendo postura crítica ao comando da CBF e suas ações no futebol feminino, Emily também reclamou do tratamento recebido pela modalidade, o comparando com a gestão do esporte nos Estados Unidos, que recentemente conquistou mais um título mundial.

“Esse é o respeito que as pessoas tem pelo futebol feminino no Brasil. Eu ainda tenho que tomar cuidado como que eu falo porque a Emily é cobra, é isso e aquilo…. Essa é a realidade do futebol brasileiro para mulheres. Por que será que os Estados Unidos está tão longe de nós?”, questionou.

Emily aproveitou a série de publicações para criticar especificamente a organização do Campeonato Brasileiro Sub-18. Em sua primeira fase, disputada em sedes fixas, que recebem os seis grupos, os times tem previsto a disputa de seis jogos em 12 dias – em um das chaves, a E, são seis partidas em 11 dias.

“Meninas de 16, 17 e 18 anos jogando dia sim e dia não, 90 minutos. Descansa em um dia e joga no outro. Esse é o Campeonato Brasileiro Sub-18. Como é organizado… Eu não posso jogar a responsabilidade para cima dessas meninas. Eu tenho que tirar o chapéu. Elas sempre estão lá. Com toda a dificuldade, estão treinando, estão querendo, estão brigando, com olhos cheios de esperança. Meninas, parabéns para todas vocês”, criticou.

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