Rio Branco praticamente joga a toalha contra a queda

Apesar de ainda ter chances matematicamente, diretor Dado Salau mostra desânimo por rendimento abaixo do esperado


Matematicamente, a tabela mostra que o Rio Branco ainda pode evitar a queda para a quarta divisão estadual, já que a diferença para o primeiro time fora da zona de rebaixamento é de sete pontos e ainda restam mais nove em disputa até o término da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3. Mas o desempenho abaixo das expectativas da própria equipe, derrotada nas últimas três rodadas, faz com que nem o mais otimista torcedor acredite em um milagre.

O diretor de futebol Dado Salau confessa que praticamente jogou a toalha. Decepcionado com o rendimento do Tigre nas últimas partidas, o dirigente só não desiste de vez de sonhar com uma luz no fim do túnel porque todos os principais concorrentes diretos do alvinegro também têm tropeçado nas rodadas anteriores.

Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
Dado Salau durante jogo do Rio Branco no estádio Décio Vitta; apesar do desânimo, números ainda permitem salvação

“Sempre que a gente vai jogar a toalha, os adversários perdem e a gente pega a toalha de volta. Eu já quase joguei a toalha duas vezes, mas os resultados acontecem todos a nosso favor. Nestes jogos que restam temos que buscar vencer, o que não vem acontecendo. É buscar os três pontos contra o Mogi, a Matonense, e depois dar uma olhada na tabela”, diz Salau.

“O que mais me chateia é que o Rio Branco não consegue os próprios resultados. Cheguei aqui faltando nove rodadas, busquei as contratações do meio para frente que tanto pediam, consegui oferecer ônibus de primeira linha, alimentação de ponta, os melhores hotéis para concentração, e nem nos meus piores sonhos poderia imaginar que só venceríamos uma e perderíamos todas as outras. O grupo não está demonstrando em campo aquilo que a gente pede”, conclui o diretor.

TEMPO. Com uma semana livre de trabalho até o próximo jogo, no sábado (17), contra o Mogi Mirim, o técnico William Sander tentará, mais uma vez, encontrar uma forma da equipe render mais. O clube americanense tem o pior ataque da competição (9 gols), a terceira defesa mais vazada (26 gols) e a pior campanha como visitante.

A única chance de escapar é vencer os três jogos que restam – além do Mogi Mirim, ainda terá pela frente Matonense (fora) e Grêmio Osasco (em casa) – e torcer por uma grande combinação de resultados.

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