Rio Branco avalia desistir do Paulista Feminino

Motivo é a saída de cinco atletas que estavam no elenco; agora, equipe conta com apenas 13 integrantes


A Aema (Associação Esportiva Meninas de Americana) cogita desistir do Campeonato Paulista Feminino – a entidade representa o Rio Branco na categoria. O motivo é a saída de cinco atletas que estavam no elenco.

Segundo o presidente da associação, Rodrigo Ferraz, os desfalques podem inviabilizar a participação da equipe no torneio, já que, agora, o time só conta com 13 jogadoras.

“Iniciar um campeonato com 14 atletas [depois da declaração, o número caiu para 13] é impossível”, declarou o dirigente na tarde desta terça-feira (26).

As atletas que deixaram o Tigre são a goleira Monique, a volante Lucy, a meia Ana Karoline e as atacantes Giovana e Miriã.

De acordo com Ferraz, elas foram para equipes que oferecem ajuda de custo ao elenco. Nesses clubes, cada jogadora recebe a partir de R$ 600 por mês.

Foto: Arquivo / O Liberal
Rodrigo Ferraz, presidente da Aema

A Aema, por outro lado, fornece apenas moradia e alimentação às atletas. “A associação não tem recursos para pagar para meninas jogarem pelo clube”, disse o dirigente.

Ele afirmou estar atrás de alternativas, mas não revelou quais. “Estou vendo com o Valdir [Ribeiro, presidente do Rio Branco] a melhor alternativa”, comentou.

A reportagem perguntou à assessoria de imprensa da FPF (Federação Paulista de Futebol) quais são as consequências para a equipe que desistir da competição. No entanto, não houve resposta.

O regulamento geral das competições da FPF prevê punição apenas se a desistência ocorrer após a publicação da tabela e do regulamento. E, no caso do Paulista Feminino, ainda não houve essa publicação.

Porém, a federação já havia anunciado, nesta segunda-feira (25), a divisão dos grupos e o formato de disputa, além de ter confirmado a participação do Rio Branco.

MASCULINO. No time principal, o alvinegro completou, nesta terça, dois dias de preparação para o Campeonato Paulista Sub-23 Segunda Divisão, o equivalente à quarta divisão estadual. O Tigre iniciou os trabalhos com 28 atletas, que ainda seriam avaliados pela comissão técnica.

Segundo o treinador Raphael Pereira, o clube quer marcar um jogo-treino para a próxima semana, no máximo até quinta-feira. Na atividade, o treinador deve definir quem fará parte da equipe. “Só treino não quer dizer muito. Treinamento é totalmente diferente de um jogo”, justificou.

De acordo com ele, entre seis e oito atletas já vão começar os treinos físicos, separados dos demais, porque chamaram mais atenção da comissão técnica e devem ter espaço no elenco.

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