Presidente do Palmeiras evita projetar mudanças no Paulistão e na temporada


Um dos dirigentes mais favoráveis à paralisação do Campeonato Paulista, em razão da pandemia de coronavírus, o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, disse nesta terça-feira que ainda é cedo para projetar eventuais mudanças no formato do atual Estadual e nos demais campeonatos da temporada. Mas admite que alguns torneios podem sofrer alterações para caber no calendário, já afetado pela paralisação dos principais Estaduais do Brasil.

“Dependendo do período que ainda teremos pra jogar este ano, temos modelos diferentes para propor. Se tivermos sete ou oito meses é uma coisa. Se tivermos quatro meses é uma outra situação. É muito difícil neste momento passar uma posição de que o campeonato seria melhor desta maneira ou mudamos o modelo e o regulamento para outra. A gente não tem ainda uma noção exata de quanto tempo teremos para a disputa neste ano”, declarou o presidente palmeirense, em entrevista ao canal Fox Sports.

Galiotte, contudo, disse que os dirigentes devem se preparar para possíveis mudanças nos formatos, inclusive dos campeonatos ainda em vigor, caso do Paulistão. O Estadual foi interrompido faltando apenas duas rodadas para o fim da primeira fase. Alguns dirigentes chegaram a pedir que o torneio fosse paralisado somente antes do início do mata-mata. “A gente tem que se preparar pra cenários distintos pra quando tivermos a situação sobre controle, atuar nos campeonatos.”

O presidente do Palmeiras afirmou que o momento é apenas de preocupação com a população. “E vamos enfrentar os desafios com união. É isso que se exige dos dirigentes hoje. É um momento difícil de calendário, contratos. Temos que estar unidos para superar esse momento”, declarou, em outra entrevista, para o Sportv. “Se os campeonatos tiverem que mudar, não tem problema. O mais importante é a população. O aspecto esportivo é importante, mas agora está em segundo plano.”

Galiotte pediu maior envolvimento dos clubes do País no esforço contra a expansão da pandemia. “Estamos hoje passando por uma situação extremamente delicada. Requer atenção, precaução, ações preventivas e muito cuidado com a população. Futebol tem de participar disso também, temos de pensar em proteger as pessoas”, declarou.

“É esse o ponto que o Palmeiras tem defendido muito tanto na CBF quanto na última reunião da FPF (Federação Paulista de Futebol). Participar de ações preventivas, nosso poder de mobilização junto ao nosso torcedor, contribuir para evitar colapso na saúde pública. É momento de guerra contra essa pandemia, e em momento de guerra o foco deve ser na população”, afirmou.

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