Palmeiras repete rota em busca do bi da Libertadores

O clube aposta na manutenção de Felipão, campeão em duas edições do torneio, e trabalha nos bastidores para manter o time-base


Vinte anos depois da conquista da única Copa Libertadores de sua história, o Palmeiras repete o roteiro em busca do bicampeonato em 2019. O clube aposta na manutenção do técnico Luiz Felipe Scolari, campeão em duas edições do torneio, trabalha nos bastidores para manter o time-base apesar do assédio do chineses e aposta nas seguidas participações para deixar o time calejado e chegar ao título mais uma vez.

O primeiro passo da diretoria foi recorrer ao treinador que já levantou a taça. Luiz Felipe Scolari é conhecido por ser um treinador copeiro, especialista em torneios no formato mata-mata e que foi campeão com o próprio Palmeiras (1999) e com o Grêmio (1995). Nas cinco vezes em que chegou à semifinal da competição, passou em três ocasiões. A conquista do título brasileiro recolocou o veterano de 70 anos no cenário internacional, como comprovam as sondagens que recebeu da seleção da Colômbia e do Boca Juniors.

Foto: Cesar Greco / Agência Palmeiras / Divulgação
A conquista do título brasileiro recolocou o veterano de 70 anos no cenário internacional

Para Francisco Arce, lateral-direito do Palmeiras em 1999 e hoje treinador, Felipão mantém a força daquela época. “Ele era um treinador protetor e conhecedor do elenco, inclusive da nossa vida pessoal. Hoje ele está com mais sabedoria por ter passado por situações boas e situações ruins ao longo da carreira”, disse o paraguaio, que atuou em todos os jogos da campanha vitoriosa, marcando três gols.

Na visão da diretoria, outro trunfo importante é a sequência de participações. Será a quarta vez seguida que o time alviverde disputará o torneio da Conmebol. Isso nunca havia acontecido antes na história do clube. O recorde anterior pertencia à era Parmalat, na década de 90, quando a equipe disputou o torneio em três edições seguidas (1999, 2000 e 2001). Além disso, a extinta Copa Mercosul de 1998 (hoje Copa Sul-Americana) serviu como laboratório para a conquista da Libertadores no ano seguinte.

Nesse sentido, a queda diante do Boca Juniors, nas semifinais do torneio no ano passado, pode trazer lições para 2019. “Nosso time foi se formando e se consolidando ao longo do tempo. Por isso, é importante disputar sempre os grandes torneios. O time vai ficando mais experiente naquele tipo de competição”, afirmou o ex-zagueiro Roque Junior, outra figura importante daquela conquista. Hoje ele atua como diretor de futebol da Ferroviária, de Araraquara (SP).

O meia Alex, craque do time de 20 anos atrás, concorda. “Alguns jogadores passaram pelas disputas de 2017 e também pela de 2018. Isso faz diferença. Hoje eles estão muito mais preparados”, comentou o ex-atleta, que fez quatro gols no torneio de 1999.

Objetivo declarado da principal patrocinadora do clube em função da projeção internacional e das receitas que ela proporciona, a Libertadores orienta os principais planos da diretoria. A manutenção de atletas importantes, como Dudu e Bruno Henrique, é uma prioridade. Dos quatro principais clubes de São Paulo, o Palmeiras é o que amarga o maior jejum sem títulos da Libertadores – retrospecto minimizado pelas conquistas nacionais.

“Precisamos de um elenco muito competitivo, lembrando que a Libertadores vai até o fim do ano, em paralelo ao Brasileiro e à Copa do Brasil. Temos que fazer o que fizemos em 2018, a variação na escalação. Aí, é por conta do Felipão, que sabe fazer isso como ninguém”, disse o presidente Maurício Galiotte no sorteio que definiu dois dos primeiros rivais: San Lorenzo e Junior Barranquilla. A edição de 2019 será decidida com uma final única no dia 23 de novembro, em Santiago, no Chile.

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