Keno se diz adaptado ao Egito, mas não esquece Palmeiras: ‘Tenho enorme carinho’


Ao longo de uma temporada no Egito, Keno tem conseguido ser regular. Com dez gols em 30 jogos, vem sendo importante na luta do Pyramids para alcançar o título do Campeonato Egípcio – é o líder. Por outro lado, teve de lidar com a troca de técnicos e a ameaça de o time perder o apoio financeiro de seu dono. Em entrevista ao Estado, Keno comenta sobre sua fase, a vida no Egito e diz que no meio do ano irá pensar sobre a possibilidade de voltar ao Brasil.

Você está satisfeito com seu desempenho no Egito?<

Eu não gosto de ficar falando muito de mim, mas estou satisfeito, sim. Quando cheguei, pensei que fosse encontrar muitas dificuldades para me adaptar. Aqui, a cultura é outra, o futebol é jogado de maneira diferente, o pessoal tem outros costumes. Mas tudo foi se ajeitando de forma rápida e pude fazer bons jogos.

Como tem sido a vida no Egito? Por exemplo: se acostumou com as diferenças de clima?

Aqui faz calor demais. É impressionante, mas já consegui me adaptar, sim. Você vai pegando uma dica aqui, outra ali, e tudo se ajeita. Mas no começo não foi fácil.

E com a culinária egípcia?

A gente procura não comer muitas coisas diferentes. Sempre que dá, fazemos comida brasileira e está tudo em casa. Mas não temos muito problema com a culinária local.

Teve algum problema com os costumes do país?

Não! Desde os meus primeiros dias, tentei saber o que eles faziam pra poder respeitar e não cometer nenhuma besteira.

Há muitas diferenças entre o futebol brasileiro e o egípcio? E semelhanças?

Claro que a qualidade do futebol jogado no Brasil é superior, aqui o campeonato é bastante corrido e intenso. Como nosso time fez um investimento alto, as equipes jogam bem fechadas contra nós e não é fácil. Mas estamos indo bem e fortes na disputa do título.

Como tem sido jogar em um time com poucos torcedores, que quase nunca lota o estádio?

Bem diferente da experiência que tive no Brasil. No Santa Cruz, o pessoal acompanhava bastante e comparecia em bom número ao estádio. E no Palmeiras não preciso nem falar. Todas nossas partidas eram com o Allianz Parque lotado e a torcida nos empurrava do início ao fim.

Como foi para os atletas quando o dono ameaçou tirar o investimento no Pyramids?

Esse problema aconteceu mais de uma vez, mas procuro não me preocupar muito com isso. Desde a minha chegada, sempre fui muito bem tratado e nunca tive nenhum tipo de problema. Eu e minha família só temos que agradecer.

Alguns atletas voltaram após pouco tempo no Egito, como o Rodriguinho. Chegaram propostas para você? Se sim, por que preferiu ficar?

Essas questões eu deixo na mão do meu empresário, Edson Neto. É ele quem toma conta e já sabe o que eu quero para a minha carreira. Claro que sempre leio o que sai na imprensa e é um orgulho muito grande saber que grandes clubes seguem interessados no meu futebol.

Pensa em voltar para o futebol brasileiro em breve?

Eu é minha família estamos bem aqui e ainda não pensamos nisso. Quando acabar a temporada, sentarei com o meu empresário e falaremos sobre isso.

Acompanha o Palmeiras?

Sim. Acompanho o futebol brasileiro e tenho um enorme carinho pelo Palmeiras.

Atletas de velocidade contratados pelo Palmeiras não caíram no gosto do torcedor.

Daria algum conselho a Carlos Eduardo e Felipe Pires?

Sempre que posso, falo com o Carlos Eduardo. É um menino super do bem e um ótimo jogador. Eu falo pra ele ficar tranquilo e fazer o trabalho dele de forma natural. Tenho certeza absoluta de que irá ajudar demais o Palmeiras na temporada.

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