Justiça determina que União libere o meia-atacante Branco

Em ação, atleta de 19 anos pede indenização por danos morais e verbas trabalhistas ao clube de Santa Bárbara


A Vara do Trabalho de Santa Bárbara d’Oeste determinou que o União Barbarense libere o meia-atacante Branco, de 19 anos. A decisão decorre de uma ação movida pelo jogador contra o Leão da 13. No processo, ele pede indenização por danos morais e pagamento de verbas trabalhistas. O advogado do clube, Régis Godoy, apontou que vai cumprir a determinação judicial.

A decisão foi tomada pela Justiça na última terça-feira, em caráter liminar. Ela deveria ser cumprida pelo União em 48 horas, sob pena de multa diária de R$ 100, até o limite de R$ 10 mil. Godoy afirmou que pedirá um prazo maior à Justiça, para que o clube possa executar todo o trâmite da rescisão. “Tem uma formalidade a ser cumprida”, justificou.

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
Técnico Rodrigo Rojas, do time Sub-20 do União Barbarense, afastou o jogador da equipe

Branco fazia parte do elenco que disputa o Campeonato Paulista Sub-20. Segundo Godoy, há cerca de dez dias, o atleta teve um desentendimento com o técnico Rodrigo Rojas, que o afastou do time. “É questão de relacionamento, do dia a dia. Normal”, comentou o advogado.

Por conta desse problema, familiares do jogador pediram ao presidente do União, Jairo Araújo, para que rescindisse o contrato entre as partes, de acordo com Godoy. Eles teriam dito que Branco abandonaria o futebol. O vínculo tem validade até 30 de janeiro de 2019.

O advogado disse que elaborou um termo de rescisão. No documento havia uma cláusula que estipulava que, caso Branco acertasse com outra equipe até janeiro, esse clube precisaria pagar uma multa no valor de R$ 2 milhões ao União.

No entanto, o meia-atacante se recusou a assinar o termo. O Leão da 13, por sua vez, também não quis liberar o atleta sem essa cláusula. Apesar disso, Godoy admitiu que o clube está em atraso nos recolhimentos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

A reportagem entrou em contato com Francisco Carlos Sabatim Junior, advogado de Branco. Em nota, ele disse que o atleta não iria se manifestar sobre os motivos da ação, mas comemorou o deferimento da liminar. As ligações para o celular de Rojas caíram na caixa postal.

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