Jogo decisivo fora de arena retoma polêmica

Segundo a direção do estádio, o clube tinha desde 8 de fevereiro ciência da impossibilidade de realizar uma partida no estádio em 20 de março


Foto: Allianz Parque / Divulgação
Segundo a direção do estádio, o clube tinha desde 8 de fevereiro ciência da impossibilidade de realizar uma partida no estádio

As quartas de final do Campeonato Paulista colocaram novamente em evidência a antiga briga entre o Palmeiras e a WTorre, construtora responsável pelo Allianz Parque. Os gestores da arena ficaram irritados com a forma como o clube conduziu a negociação com a Federação Paulista de Futebol (FPF) para marcar o jogo com o Novorizontino, na próxima semana, e criticaram a diretoria alviverde.

Segundo a direção do estádio, o clube tinha desde 8 de fevereiro ciência da impossibilidade de realizar uma partida no estádio em 20 de março, data marcada para um evento corporativo no local. “Não conseguimos entender é o motivo pelo qual a Sociedade Esportiva Palmeiras, primeira colocada na fase de grupos do Campeonato Paulista, e privilegiada por jogar as partidas de volta em seu estádio, está abrindo mão desse direito”, diz o texto divulgado pela WTorre.

A FPF confirmou nesta terça a realização da partida no Pacaembu, no dia 20, horas depois de o conselho arbitral da entidade ter definido o confronto de volta das quartas de final no Allianz Parque. Após a publicação da nota assinada pela direção do estádio, o Palmeiras não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

Nos bastidores, a relação entre as duas partes voltou a se deteriorar. Após a convivência ter melhorado com a chegada de Mauricio Galiotte ao cargo de presidente do Palmeiras, atritos recentes desgastaram o vínculo. No contrato firmado entre as duas partes, a exploração do estádio por 30 anos ficará com a WTorre, com possíveis discordâncias sobre a interpretação do texto encaminhadas para resolução em uma câmara de arbitragem.

Antes do comunicado da WTorre, uma outra situação recente estremeceu a relação entre as partes. A última delas foi a retomada na Justiça de um processo em que o clube cobra cerca de R$ 14 milhões da arena pela falta de repasses referentes a multas nas ocasiões em que a equipe precisa jogar em outro estádio e parcelas sobre lucros pela realização de shows.

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