Goleiro reserva chegou ao topo do mundo em 2002

Carlos Pracidelli, goleiro reserva do Rio Branco em 1990, foi o preparador de goleiros na seleção comandada por Felipão


O elenco riobranquense de 1990 tinha um atleta que, 12 anos depois, conquistaria o mundo com a seleção brasileira. Goleiro reserva na campanha do acesso alvinegro, o paulistano Carlos Pracidelli integrava a comissão técnica comandada por Luiz Felipe Scolari em 2002.

O ex-jogador atuava como preparador de goleiros na Copa e, até hoje, é braço direito de Felipão. Até setembro deste ano, eles estavam juntos no Palmeiras. Pracidelli, na ocasião, ocupava o cargo de auxiliar técnico.

Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras
Carlos Pracidelli junto do atacante Deyverson, do Palmeiras; ex-goleiro foi auxiliar de Felipão

Nessa passagem pelo Verdão, os dois foram campeões brasileiros em 2018. “Graças a Deus, uma carreira vitoriosa”, agradece o ex-atleta do Tigre, hoje com 62 anos.

Foto: Arquivo / Claudio Gioria
Carlos Pracidelli participou de quatro jogos com a camisa do Tigre na campanha vitoriosa de 1990

Pracidelli parou de jogar profissionalmente em 1991, um ano depois de ter disputado a segunda divisão estadual pelo Rio Branco. O ex-goleiro participou de quatro jogos naquele torneio, que terminou com o vice-campeonato do Tigre.

“A nossa equipe era uma equipe forte, equipe que foi montada não só para subir, mas para ser campeã”, lembra. “Infelizmente, não fomos campeões, mas conseguimos o acesso, que foi tão importante quanto o título”.

Sequência

Ainda em 1991, Pracidelli começou a ser preparador de goleiros do Palmeiras, nas categorias de base. Ele foi para o Verdão a convite do então treinador da equipe profissional, Nelsinho Batista, e subiu para o time principal quando o técnico era Felipão.

No Palmeiras, Pracidelli revelou goleiros como Marcos, Diego Cavalieri, Bruno e Deola. “Fui responsável pela formação de todos esses goleiros fantásticos que o Palmeiras teve na minha época”, lembra.

Com Felipão, o ex-jogador do Rio Branco também chegou a trabalhar no Chelsea, da Inglaterra, e retornou à seleção brasileira para a Copa de 2014.

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PRESTÍGIO

“O Carlão servia não apenas como um técnico de goleiros, como um treinador de goleiros, mas como uma pessoa que eu tinha e tenho um grande relacionamento em todos os sentidos”, afirma Felipão ao LIBERAL, por meio de sua assessoria de imprensa.

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O treinador conta que não acompanhava Pracidelli na época de atleta, mas, por curiosidade, viu vídeos do ex-goleiro em ação. “Pelos vídeos, tratava-se de um bom goleiro”, avalia.

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