Cunha defende Raí: ‘Não é hora de expor cabeças’

Marco Aurélio Cunha trabalha atualmente como coordenador de futebol feminino da CBF e defendeu a manutenção de Raí no cargo


Foto: Rubens Chiri - saopaulofc.net
Ex-meia Raí se tornou alvo de protestos da torcida do São Paulo na última semana

O diretor de futebol do São Paulo, Raí, ganhou a defesa nesta segunda-feira do ex-dirigente do clube Marco Aurélio Cunha. Médico ortopedista e superintendente de futebol da equipe em momentos vitoriosos, como no início dos anos 2000, ele afirmou que, apesar das protestos e críticas da torcida, o ideal é não efetuar novamente uma troca no comando do futebol do clube.

Cunha trabalha atualmente como coordenador de futebol feminino da CBF e defendeu a manutenção de Raí no cargo. “Essa questão de querer só mudança, de rasgar a história e destruir reputações de pessoas que estão por lá, isso não resolve. Tem que trabalhar de forma serena e ouvir menos murmúrios dentro do Morumbi. Não tenho dúvida de que o Raí pode fazer um trabalho de forma profissional”, afirmou.

O ex-meia Raí se tornou alvo de protestos da torcida do São Paulo na última semana. A eliminação precoce na Copa Libertadores, diante do Talleres, assim como atuações ruins no Campeonato Paulista, causaram a insatisfação dos são-paulinos. No último domingo, o empate sem gols com o Red Bull, no Morumbi, teve do lado de fora um protesto contra a diretoria.

O atual dirigente da CBF pede calma com essa momento. “Tem horas que o melhor é menos confusão. No geral, o futebol adora expor cabeças, porque se dá uma ideia de autoridade. Mas não é hora disso agora. Você jogar a responsabilidade para os outros não ajuda em nada”, disse. “Não tem que se promover caça às bruxas”, comentou.

Cunha lembrou que em setembro de 2016 retornou ao São Paulo como diretor de futebol em momento parecido. A equipe lutava contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro e tinha passado nas semanas anteriores por uma invasão ao CT promovida por uma torcida organizada. Alguns jogadores foram agredidos na ocasião. Segundo o dirigente, o momento requer administrar a turbulência, e não piorar a situação ao promover mais demissões.

“Não há como destruir o Raí na história do São Paulo. Ele tem a capacidade e competência para superar isso”, afirmou. Cunha disse que, apesar dos compromissos com a seleção feminina, está à disposição para contribuir com o clube com recomendações e conversas. Conselheiro vitalício do clube, o ex-dirigente avalia, no entanto, que o São Paulo precisa reagir de forma urgente.

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