Em visita a Americana, ex-atacante Jonas descarta carreira como treinador

Atleta, que participou do amistoso do Novembro Azul, admitiu vontade de compartilhar sua experiência com os mais novos


Dono de uma trajetória marcante, o ex-atacante Jonas descarta voltar ao futebol para atuar como treinador. Aposentado desde julho dos gramados, ele admite, porém, ter vontade de compartilhar sua experiência no esporte com as crianças.

Foto: Leonardo Oliveira / O Liberal
Jonas foi o principal nome do amistoso realizado na manhã deste domingo, no Estádio Victório Scuro

Jonas foi a principal atração do amistoso Novembro Azul, disputado na manhã deste domingo, no Estádio Victório Scuro, em Americana. Depois da partida, ele foi o mais acionado pelo público para fotos e autógrafos. Em entrevista aos órgãos de imprensa presentes, ele descartou ambicionar uma carreira como técnico.

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“Difícil estar vinculado ao futebol como treinador. O que a gente pode ajudar é de outra forma, alguns cargos, não especificamente treinador. O que for possível pra gente ajudar as crianças que tem potencial, a gente pode estar ajudando com a nossa experiência que teve durante anos no futebol”, revelou.

Com passagens por Guarani, Santos, Grêmio, Portuguesa e Valência, o ex-atacante encontrou a idolatria em terras portuguesas. Foi no Benfica que se tornou sinônimo de bola na rede, com 137 gols marcados em 183 jogos oficiais. Dentre os estrangeiros, apenas o paraguaio Óscar Cardozo tem mais gols que ele com a camisa do clube.

O seu contrato com o time tinha validade até junho de 2020, mas ele vinha sofrendo com dores nas costas na última temporada. O ex-atleta revelou em outras entrevistas que foi procurado por Flamengo e São Paulo antes de decidir penduras as chuteiras.

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“Aos poucos a gente vai acostumando. Eu acabei terminando minha carreira faz quatro meses, realizado e feliz. É uma nova etapa da minha vida. Eu me preparei para terminar dando uma boa imagem, então estou feliz. Estou próximo da minha família, dos meus pais, dos meus irmãos”, disse neste domingo.

Jonas também tem no currículo 12 jogos e três gols pela Seleção Brasileira – em 2016 ele esteve no time que disputou a Copa América. Ele foi chamado por Dunga depois da lesão de Ricardo Oliveira. “O mais importante é deixar uma boa imagem. As crianças hoje enxergam a maioria dos jogadores como ídolos, então é importante não só deixar uma boa imagem dentro de campo, mas também fora”, finaliza.

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