Em campanha, Infantino disse que Fifa estava ‘clinicamente morta’

"A Fifa estava clinicamente morta". A declaração é do presidente da entidade máxima do futebol, Gianni Infantino, sobre a situação…


“A Fifa estava clinicamente morta”. A declaração é do presidente da entidade máxima do futebol, Gianni Infantino, sobre a situação que vivia a Fifa quando ele assumiu o cargo em fevereiro de 2016. Num discurso durante o Congresso Anual da Fifa, em Moscou, nesta quarta-feira, o suíço fez uma avaliação de seus dois anos no cargo.

Ele venceu as eleições em fevereiro de 2016, depois da queda da cúpula da entidade por corrupção. Agora, tenta garantir apoio para a votação já marcada para 2019. A Conmebol foi a primeira região do mundo a dar seu apoio.

“Naquele momento, a Fifa estava clinicamente morta”, disse. “Hoje ela está viva, cheia de alegria e uma visão para o futuro”, insistiu Infantino. “Eu fui eleito com base num programa e as reformas que implementamos foram instrumentais nesse renascimento da Fifa”, disse.

“Temos hoje limite de mandatos, nomeamos auditores independentes. Isso era algo novo que não existia”, explicou Infantino, atacado durante meses por justamente ter minado a independência de seus controladores.

Ele, porém, insiste que as reformas são reais. “Introduzimos absoluta transparência sobre as finanças. Todo mundo sabe de onde o dinheiro vem e para onde vai”, disse. Infantino, porém, foi acusado em março de não ser transparente sobre projetos de vender torneios da Fifa para fundos de investidores. “Tudo está documentado e pode ser traçado”, insistiu.

Infantino ainda aponta como a ficha suja foi implementada para a eleição de cartolas e destacou como o Relatório Garcia – uma investigação sobre a compra de votos para 2018 e 2022 – foi publicado. “Ele estava escondido por cinco anos”, disse. “Tenho orgulho de ter hoje uma entidade aberta e democrática”, insistiu.

Ao apresentar seu trabalho, ele apontou para a modernização do futebol, com a introdução da assistência de vídeo para os árbitros. Mas também insistiu sobre futuros projetos para tornar a venda de jogadores mais transparente.

“Temos de acabar com a imagem feia de venda de jogadores”, disse. “Estamos propondo uma revolução. Temos de ter mais transparência e proteger jogadores e clubes formadores. Se não fizermos isso, vai acabar formação de talentos”, declarou.

BONDADES – Mas já pensando em sua reeleição de 2019, Infantino fez questão de apontar como tem planos de quadruplicar a distribuição de dinheiro para federações. No total, serão US$ 4 bilhões (cerca de R$ 14,8 bilhões).

“O dinheiro é de vocês, de suas crianças. Eles precisam se beneficiar do dinheiro que é gerado pela Fifa”, disse o presidente aos 210 delegados, insistindo que auditorias seriam realizadas. Segundo ele, em 20 anos, a Fifa financiou cerca de 600 projetos. Hoje, já recebeu 1,8 mil pedidos de projetos.

Em relação à ampliação do número de seleções na Copa, de 32 para 48, ele afirmou que a versão ampliada do Mundial ainda vai ser um “elemento poderoso para o desenvolvimento do futebol num país”. “Eu posso me colocar aqui, diante de vocês, de uma forma relaxada e apresentar dados importantes em finanças”, completou Infantino. “Alguns previam um desastre. Mas apesar da pior crise que a Fifa já viveu, teremos uma receita de US$ 6,1 bilhão (R$ 22 bilhões) e um bilhão de dólares a mais do que se previa há quatro anos”, disse.

Segundo ele, “o futuro parece ainda mais brilhante”. Dados publicados pelo Estado já adiantaram que a nova projeção é de ganhos de US$ 6,5 bilhões (R$ 24 bilhões). Com os resultados, o envio mínimo a cada país passará de US$ 5 milhões para US$ 6 milhões. “São números históricos”, disse Alejandro Domingues, presidente do Comitê de Finanças da Fifa e presidente da Conmebol.

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