De Assis a Americana: um dia de treino na Camisa 1

Doze jovens jogadores conheceram a primeira escola de goleiros do Brasil nesta quarta-feira (10)


Doze jovens goleiros saíram de Assis, cidade a 409 km de Americana, à 1h30 desta quarta-feira (10) e ficaram seis horas na estrada em busca de um sonho: ter um dia de treinamento na primeira escola do Brasil voltada especialmente à posição, a Camisa 1, em Americana. Eles participaram de todas as atividades, tanto pela manhã como à tarde, e foram embora no início da noite.

Em Assis, os garotos são goleiros da escola PV48, que consiste em um projeto social idealizado pelo arqueiro Paulo Victor, atualmente no Grêmio (RS). O espaço funciona desde 2017 e passou a promover aulas específicas para goleiros em março deste ano. Os exercícios têm como base o modelo adotado pela Camisa 1.

“Sem dúvidas que a Camisa 1 é uma referência para a gente. Não só para mim, mas para todo o País. Ela, sem dúvida, é uma grande referência no intuito de ensinar, buscar esse processo pedagógico da criança inserido dentro do trabalho com goleiros”, afirmou Cássia Vergulino, professora da PV48.

Cássia conheceu o idealizador e diretor da Camisa 1, Vander Batistella, no ano passado, em encontro no Corinthians, em São Paulo. Cerca de seis meses atrás, ela visitou a escola americanense e, desde então, tem se articulado para que os alunos da PV48 também pudessem conhecer o local. “Vir aqui, para a gente, está sendo a realização de um sonho. Não só meu, mas também das crianças. É uma troca de informação muito importante para as crianças, para nós professores”, destacou.

O garoto Gustavo Campos Ferreira, de 15 anos, disse que gostou da experiência. “É a primeira vez que eu venho assim participar com outros treinadores de goleiro, outros preparadores. E achei uma experiência muito legal conhecer novas pessoas, novos preparadores”, comentou.

Ele joga futebol desde pequeno, mas começou a treinar no gol há um ano e meio. “Comecei vendo jogos na televisão. Comecei a pegar gosto pelo futebol, pela posição de goleiro, por aquelas pontes que eles dão”, lembrou o rapaz, que pretende um dia ser profissional.

O grupo foi recebido pela Camisa 1 com um café da manhã, preparado pelas mães dos alunos da escola americanense. “Acho fundamental para os dois lados essa recepção, porque os nossos alunos também veem o outro lado, o tanto de esforço que os meninos fizeram para estar aqui, viajando duas noites, praticamente, e passar o dia todo na Camisa 1”, comemorou Batistella.

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