Conmebol reforça planejamento por final da Libertadores em Santiago


A Conmebol assegurou nesta terça-feira que não há planos para mudar o palco da final da Copa Libertadores, agendada para Santiago, a capital do Chile, que vem sendo palco de protestos contra o presidente Sebastian Piñera, o que, inclusive, provocou a paralisação do campeonato nacional no país.

De acordo com a Conmebol, a programação para o duelo entre Flamengo e River Plate, que está agendada para 23 de novembro, segue mantida, incluindo uma audiência entre Piñera e autoridades da Conmebol para a organização do confronto, a primeira final em jogo único da história da Libertadores.

“A audiência com o presidente da República do Chile e as autoridades faz parte dos preparativos para a realização da final única da Libertadores, como já foi feito até agora”, escreveu a Conmebol em publicação no seu perfil no Twitter.

Os protestos no Chile contra Piñera se iniciaram em 18 de outubro. Desde então, manifestantes entraram em conflito com policiais, além de terem realizado depredações e incêndios. E nem medidas como a revogação dos preços no transporte público e mudanças no gabinete presidencial tiraram os populares das ruas. E 20 pessoas já morreram.

A Conmebol, porém, continua trabalhando com o planejamento de realizar a decisão da Libertadores em Santiago, ainda que a Associação Nacional de Futebol Profissional esteja adotando uma ação diferente para o futebol local, tanto que manteve interrompido pela terceira semana consecutiva o campeonato nacional.

O presidente da federação, Sebastián Moreno, reforçou, porém, que o planejamento é de realizar a decisão em Santiago e na data prevista. Até por isso, vem mantendo contato frequente com as autoridades locais e passando informes para a Conmebol sobre a situação do Chile. Ele destacou que a segurança de todos os envolvidos na partida será sempre a prioridade.

“A Conmebol está sendo informada sobre o que se passa no Chile. O presidente Alejandro Dominguez ratificou que Santiago receberá a final e é muito importante que se realize esse jogo. Mas temos de levar em conta a realidade nacional. Há um compromisso de se jogar a final no Chile. Mas temos de ser realista. Todos esperamos a normalização. Mas, insisto, há uma realidade nacional mais importante do que o futebol nesse momento”, disse Moreno, em entrevista coletiva.

Além de lidar com a incerteza sobre a final da Libertadores e tendo paralisado o futebol nacional, a federação chilena também busca alternativas para o amistoso da sua seleção nacional contra a Bolívia, previamente agendado para 15 de novembro em Concepción.

“Entendemos que fazemos parte da engrenagem social do país. Estamos dentro dessa realidade.O Chile está por cima da realidade do futebol nesse momento, também avançamos pela decisão de suspender esta rodada. Quando tivemos condições de retomar as atividades o faremos. Nossa ideia é retornar o futebol, mas não tem futebol a qualquer preço, a qualquer custo”, reforçou.

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