Ativista gay é preso por manifestação contra Putin

Peter Tatchell segurava um cartaz com os dizeres "Putin não agiu contra a tortura de pessoas gays na Chechênia" quando foi detido


Um ativista britânico da causa LGBT foi detido nesta quinta-feira, na Praça Vermelha, em Moscou, por protestar contra os abusos de pessoas homossexuais na Rússia. O homem foi preso poucos minutos antes do início da partida inaugural da Copa do Mundo, entre a seleção anfitriã e a Arábia Saudita.

Peter Tatchell fez o protesto contra o presidente Vladimir Putin, em frente ao Kremlin, segurando um cartaz com os dizeres “Putin não agiu contra a tortura de pessoas gays na Chechênia”.

Pouco tempo depois da manifestação, Tatchell foi abordado por policiais russos, que consideraram a manifestação ilegal – na Rússia é preciso permissão das autoridades para realizar protestos – e tiraram o rapaz do local. Depois de uma longa conversa, Tatchell foi escoltado e levado em uma viatura.

O próprio Tatchell informou em seu perfil no Twitter que foi liberado sob pagamento de fiança às 11h05 (horário de Brasília). “Obrigado por todo o apoio. Vamos relembrar a situação horrível dos LGBT na Rússia e na Chechênia”, publicou o ativista.

O homem estava sozinho e tentava chamar atenção para os abusos contra gays na região da Chechênia. Segundo a imprensa russa, em 2017, dezenas de gays foram detidos e torturados em prisões secretas em territórios russos. O presidente da Chechênia, Ramzan Kadyrov, nega abusos contra homossexuais e diz que não existem gays na região.

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