Americanense foi responsável pela ‘capa russa’ do LIBERAL

Com experiência no idioma, professora viabiliza primeira página da edição desta quinta-feira (14) do jornal impresso


O LIBERAL entrou na onda do país-sede da Copa do Mundo e, para a edição impressa desta quinta-feira (14), produziu sua primeira página inteiramente no idioma russo. Para isso, no entanto, foi necessária uma ajuda determinante por parte de alguém que domina o idioma. E esse apoio partiu da americanense Maria Camargo Sipionato, de 32 anos.

Especialista na língua russa, ela fez toda a tradução da página. O trabalho teve início nesta segunda-feira (11), com simulações, e tomou forma na véspera do dia que marca a abertura do principal campeonato de futebol do planeta.

Foto: Arquivo Pessoal
Maria Camargo Sipionato é professora da Português em São Paulo

Maria começou a aprender o idioma na faculdade de Letras da USP (Universidade de São Paulo). Entre 2007 e 2008, lapidou-se no instituto Pushkin, de Moscou. O interesse pela língua surgiu porque ela queria conhecer melhor as obras do poeta russo Vladimir Maiakovski.

“Queria muito entender, porque toda tradução é uma agressão à obra. Você nunca consegue traduzir de fato aquilo que está sendo dito no idioma original da obra literária”, disse.

Quando esteve na Rússia, a americanense integrou uma comunidade brasileira que contava com outros estudantes e até jogadores de futebol. “Foram a minha família na Rússia”, destacou. No grupo, ela tinha contato com atletas como os atacantes Jô, que defendeu o Brasil na Copa de 2014, e Vágner Love. Maria também deu aulas de russo para o volante Dudu Cearense, que hoje atua pelo Botafogo. Todos jogavam em equipes russas na época.

De família palmeirense, ela acompanha futebol desde criança, mas seu prestígio pela Copa do Mundo tem diminuído. Isso não significa, porém, que a americanense não vá assistir aos jogos e torcer pelo Brasil.

“Desde as duas últimas Copas, eu tenho perdido um pouco o brilho e a grande agitação, animação pela torcida, por causa dos desencadeamentos políticos e econômicos de corrupção da Fifa. Isso me desanima muito a torcer. Mas é claro que, na hora que você vê o jogo, não tem como não se empolgar e não torcer, ainda mais numa família tão apaixonada pelo futebol”, afirmou.

Foto: Arquivo Pessoal
Americanense fez parte de comunidade brasileira na Rússia na década passada

RAÍZES. Há quatro anos, Maria é professora de língua portuguesa na capital paulista, onde mora desde 2005. Mesmo há 13 anos longe de Americana, ela não hesitou em auxiliar o jornal mais antigo de sua cidade natal.

“O LIBERAL é um jornal que eu tenho muito carinho. O meu pai assinou na minha vida inteira. Tive cotação de trabalho [relacionado à Copa], inclusive de ir para lá [Rússia], mas não aceitei. O meu foco profissional, agora, é outro. E dar aula, ser professora, consome muito tempo”, completou.

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