Americanense, Diego Jussani foi o xerife do Tricolor de Aço

Campeão da Série B pelo Fortaleza, zagueiro americanense de 31 anos fez história no clube cearense e destaca o técnico e ídolo Rogério Ceni


Campeão brasileiro pelo Fortaleza, na Série B, o americanense Diego Jussani considera que 2018 foi o melhor ano de sua carreira. De férias em Americana, nesta quarta-feira ele falou sobre a temporada em participação ao vivo no Caderno de Esportes, transmitido pelas rádios VOCÊ (AM 580) e 94.7 FM.

Jussani atuou como titular durante toda a campanha tricolor, que culminou no primeiro título nacional da história do clube. “Coloquei meu nome na história do Fortaleza”, disse.

O jogador contou que ainda não recebeu propostas oficiais para 2019. No entanto, para ele, a conquista deve abrir portas para todo o elenco tricolor, inclusive fora do País.

Foto: Guilherme Magnin / O Liberal
Jogador nascido em Americana passa férias na cidade enquanto não decide seu futuro

“A vitrine apareceu muito nacionalmente. Não só nacionalmente, como mundialmente, por causa do Rogério [Ceni, técnico do Fortaleza]. A gente sabe da figura dele, como é que é. E, quando aceitei esse desafio, aceitei por causa dele, por causa que eu sabia que a gente ia ser bem quisto em todas as situações”, comentou.

Mas o atleta afirmou que, neste momento, só quer aproveitar a folga em Americana, onde ainda comemora a conquista. Ele chegou à cidade no sábado, um dia após o último jogo do Fortaleza, e desde então tem festejado com amigos. “A comemoração não parou ainda não”.

Antes do Brasileiro, porém, Jussani vivia um clima de frustração. O Tricolor era alvo de dúvidas, pois havia perdido o Campeonato Estadual para o Ceará. A equipe conseguiu dar a volta cima já no início da Série B, com direito a uma invencibilidade de nove partidas.

“A gente se fechou. O Rogério foi muito feliz também em algumas contratações que acabou trazendo nesse decorrer, e o time deu liga”.
Por fim, o Fortaleza fechou a competição nacional com 71 pontos. O time somou 21 vitórias, oito empates e nove derrotas. “Uma campanha histórica, principalmente no Nordeste”, declarou.

São-paulino na infância, Jussani apontou que via Rogério Ceni como um “ídolo máximo” e comemorou a oportunidade de ajudá-lo a inaugurar a galeria de troféus como treinador.

O defensor, inclusive, afirmou que se transferiu para o Fortaleza a convite de Rogério. O contato ocorreu, primeiramente, por mensagem. Em seguida, os dois conversaram por telefone. Contudo,
Jussani não acreditou que estava falando, realmente, com o ex-goleiro. “Eu achava que era um empresário”, contou.

Quando a ficha caiu, o zagueiro não pensou duas vezes em aceitar a proposta. “O Rogério Ceni me ligando, me fazendo uma proposta para trabalhar com ele, para mim, foi absurdo, foi fora do comum. Resolvi não escutar mais ninguém”.

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