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LEILÃO

Juíza bate martelo e aceita oferta de R$ 11 milhões por bens do União Barbarense

Valor de entrada, fixado em R$ 3,3 milhões, deverá ser depositado no prazo de 30 dias, após definição sobre recursos

Por Rodrigo Alonso

01 de dezembro de 2021, às 17h03 • Última atualização em 01 de dezembro de 2021, às 20h50

Negociação inclui o estádio Antonio Lins Ribeiro Guimarães e o clube social – Foto: Valter Guarnieri

A Vara do Trabalho de Santa Bárbara d’Oeste bateu o martelo e aceitou a proposta de R$ 11,13 milhões feita na semana passada pelos bens do União Barbarense, que incluem o estádio Antonio Lins Ribeiro Guimarães e o clube social. A decisão foi publicada nesta quarta (1º) pela juíza Mari Angela Pelegrini.

A concretização da venda, no entanto, ainda depende de uma definição sobre os recursos movidos pelo União. Inclusive, o diretor jurídico do clube, Régis Godoy, já disse que vai impugnar uma eventual arrematação.

Segundo a Justiça, o valor da entrada será R$ 3,339 milhões, o equivalente a 30% da quantia total. Contudo, como ainda há recursos em andamento, a juíza determinou que os compradores paguem apenas R$ 100 mil neste primeiro momento, em até cinco dias, a título de sinal.

O restante deverá ser depositado no prazo de 30 dias, após a solução definitiva dos recursos interpostos pelo União, até mesmo daqueles que forem ajuizados depois do deferimento da compra.

Conforme o LIBERAL noticiou na sexta passada, os compradores são um grupo que está constituindo uma empresa, de acordo com o corretor responsável pela negociação, Adílio Gregório Pereira, que não informou maiores detalhes. Por enquanto, não houve outras ofertas.

As propriedades estão em leilão desde setembro, em virtude de um processo piloto composto por cerca de 80 ações trabalhistas contra o clube, que totalizam uma cobrança de aproximadamente R$ 15 milhões.

Neste momento, o leilão se encontra na modalidade “venda direta”. Ou seja, os imóveis serão vendidos ao primeiro que apresentar uma proposta dentro das condições estabelecidas pela Justiça.

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O lance mínimo é de R$ 18,5 milhões, o que corresponde à metade do valor de uma avaliação realizada pela Vara do Trabalho de Santa Bárbara em 2017. Porém, o edital do leilão permite que a juíza avalie propostas a partir de R$ 11,13 milhões.

Mas, como já se passaram quatro anos desde a avaliação, a diretoria unionista ajuizou recursos com o objetivo de forçar uma reavaliação, o que poderia alterar os valores do leilão.

Procurado pela reportagem na tarde desta quarta, após o deferimento da compra, Godoy afirmou que só poderá tomar uma providência se a juíza emitir a carta de arrematação.

“Mas acredito que ela não vai mandar expedir porque ela deferiu a suspensão da proposta [por 30 dias, até a definição sobre os recursos]”, declarou.

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