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Rio Branco 90

Ex-jogadores se aventuram em outras áreas

De eletricista a porteiro de hospital psiquiátrico, ex-jogadores do Rio Branco em 1990 tiveram diferentes destinos após pendurarem as chuteiras

Por Rodrigo Alonso

01 dez 2019 às 08:30 • Última atualização 27 abr 2020 às 14:24

Desde eletricista até porteiro de hospital psiquiátrico. Ex-jogadores que defenderam o Rio Branco em 1990 tiveram diferentes destinos após pendurarem as chuteiras.

Ex-lateral-direito do Tigre, Bira está na CPFL, em Bauru, há 23 anos. “Não é qualquer servicinho de instalar tomada. A gente mexe com a rede primária ligada”, conta.

Macedo, ex-atacante, é olheiro do clube Torrejón, da Espanha, e reside em Americana - "Eu venho aqui para o Brasil, pego jogador e levo para lá, para a Europa"O ex-lateral-esquerdo Gilson atua como receptor na Indústria Têxtil Poles, em Americana - "Eu confiro e assino a nota para o cliente que traz o tecido"O ex-meia Pianelli trabalha no almoxarifado de uma empresa voltada para o agronegócio, em Piracicaba - "Trabalho no almoxarifado separando os produtos para agropecuária"Rogério, ex-goleiro, tornou-se empresário, mas está aposentado desde 2016. Ele reside em Domingos Martins (ES), sua cidade natal - "Só pescando, tomando a minha cervejinha"Sumareense, o ex-meia-atacante Waguinho tornou-se técnico de futebol. Hoje, está no América-RN - "Sempre fui [um jogador] muito tático, tanto é que me formei em educação física"Pedro Paulo, ex-volante, é motorista particular no Rio de Janeiro. Presta serviço, principalmente, para atores da Record, como Fernando Pavão (foto, à esquerda) - "Tenho muito carinho por eles"Ailton Luiz, ex-zagueiro, trabalha na Secretaria de Esportes e Lazer de Vinhedo - "Entrei na parte de organização de campeonato, de acompanhamento nos Jogos Regionais, Jogos Abertos"Ex-atacante, Rinaldo é segurança noturno de escola em São Simão, como servidor concursado da prefeitura - "Tomo conta do patrimônio público"O ex-volante Miel trabalha como técnico de um projeto social de futebol em Itabuna (BA) - "Aprendi muito como jogador. O que eu aprendi procuro passar melhor para a garotada"Ex-atacante, Adilson é proprietário de uma escolinha particular de futebol em Fernandópolis - "A gente vem fazendo o possível e ajudando o máximo que pode essas crianças a terem um futuro melhor"Ex-atacante, Mirandinha atua como vigilante de escola em Campina Grande (PB) - "Sou funcionário da prefeitura e fiquei por aqui mesmo, já que sou natural de Campina Grande"Carlos Pracidelli, que era o goleiro reserva, tornou-se preparador de goleiros e braço direito do técnico Luiz Felipe Scolari - "Eu já vinha me preparando, estudando, fazendo cursos"O ex-atacante Silva ensina educação física numa escola particular de Franca e se formou em Biologia - "A biologia com a educação física tem tudo a ver. Então, quero passar isso para esses alunos"O ex-lateral-direito Bira atua como eletricista da CPFL em Bauru - "Não é qualquer servicinho de instalar tomada. A gente mexe com a rede primária ligada"Ex-atacante, Bugre virou técnico de futebol e, neste ano, trabalhou no Próspera-SC - "A gente não vive longe no futebol. Mesmo em casa, a gente está sempre acompanhando"O ex-atacante Cido está aposentado desde 2016 e reside em Campo Grande (MS). Antes, era vendedor de automóveis- "A minha vida está tranquila, graças a Deus"Ex-atacante, Claudio José é secretário de Esporte e Lazer de São José de Ubá (RJ) - "A gente trabalha com escolinha de futebol, faz eventos de futebol de salão. Tem outros eventos também de judô"Claudir, ex-zagueiro, é fundador e presidente do Juventude, time de futebol feminino sediado em Vitória da Conquista (BA) - "Eu tento colocar em prática tudo que eu aprendi"Morador de Vinhedo, o ex-lateral-direito Jorge Luís é empresário de atletas - "A gente trabalha em cima desse jogador e, quando eles conseguem o objetivo deles, muitos dão as costas para a gente"O ex-zagueiro Edson Fumaça é suplente de vereador em Birigui, onde administra um projeto social de futebol - "É um trabalho social. Não é um trabalho que tem custo, de cobrar taxa"Ex-atacante, Elder se aposentou em 2012, após ter trabahado como garçom numa boate de Passos (MG) - "Estou bem tranquilo. Estou sossegado na minha vida"Flávio, ex-zagueiro, é porteiro em um hospital psiquiátrico da capital paulista - "Trabalhei como segurança e, depois, vim trabalhar na portaria, que é mais tranquilo"Ex-atacante, Henrique trabalha como motorista na Prefeitura de Corumbataí, onde transporta estudantes - "É uma maravilha, fazendo o que gosto, sempre respeitado pelas crianças"

Flávio, que era zagueiro, aposentou-se dos gramados aos 23 anos, em 1995, em virtude de uma contusão no joelho. Hoje, trabalha como porteiro de um hospital psiquiátrico em São Paulo.

Camisa 10 na campanha do acesso, o ex-meia Pianelli atua no almoxarifado da Coplacana (Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo), em Piracicaba.

Ex-volante, Pedro Paulo exerce a função de motorista particular no Rio de Janeiro. Ele dirige para empresários e atores de televisão. O ex-atacante Henrique também ganha a vida sobre quatro rodas. Ele se tornou motorista da Secretaria de Cultura de Corumbataí.

VIDA PÚBLICA

Há mais ex-atletas que seguiram carreira na esfera pública. O ex-atacante Cláudio José, por exemplo, comanda a Secretaria de Esporte e Lazer de São José de Ubá (RJ), enquanto o ex-zagueiro Ailton Luiz é funcionário da Secretaria de Esportes e Lazer de Vinhedo.

Outros dois são seguranças de escola, na condição de servidores concursados: os ex-atacantes Mirandinha, em Campina Grande (PB), e Rinaldo, em São Simão.

Clique aqui e confira as fichas técnicas de todos os jogos do Rio Branco na campanha do acesso

Do elenco de 1990, existe ainda um professor: o ex-atacante Silva, que dá aulas de educação física numa escola particular de Franca e formou-se em Biologia. “Quando parar de dar aula de educação física, quero fazer [ensinar] biologia também”, diz.

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O ex-lateral-direito Jorge Luís, por outro lado, continua ligado ao futebol. Ele virou empresário de jogadores e, paralelamente, presta serviço para um grupo funerário em Vinhedo, no setor de vendas.

DESCANSO

Dois estão aposentados: os ex-atacantes Cido, depois de ter trabalhado como vendedor de materiais esportivos em Campo Grande (MS), e Elder, que atuava como garçom numa boate de Passos (MG).

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