23 de junho de 2021 Atualizado 18:43

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Publicidade

Compartilhe

Bolsa Atleta

Região tem 25 na lista de selecionados para programa federal

A maior parte dos escolhidos pela ação vem de Americana, e esporte mais praticado entre os classificados é o basquete

Por Heitor Carvalho

16 Maio 2021 às 09:01 • Última atualização 16 Maio 2021 às 09:04

Paratleta Gabriel Simplício vive em Americana e pratica o rugby de cadeira de rodas - Foto: Arquivo Pessoal

A RPT (Região do Polo Têxtil) teve 25 atletas selecionados para participar do programa Bolsa Atleta. Desses, 17 são de Americana, quatro de Sumaré e quatro de Santa Bárbara d’Oeste. Do total, dez são mulheres e quatro são paratletas. O basquete é a modalidade com o maior número de beneficiados.

O programa contempla quatro categorias, que fornecem auxílios que variam de R$ 370 (atleta de base) até R$ 1.875 (internacional). Os atletas interessados deveriam ter participado de competição no ano imediatamente anterior, tendo obtido até a terceira colocação em modalidades individuais.

O paratleta Gabriel de Souza Simplício, 31, mora no Jardim Alvorada e, apesar de ter nascido na capital paulista, vive em Americana desde os oito anos. Ele foi um dos selecionados da região e pratica rugby de cadeira de rodas desde 2014.

No dia 30 de setembro de 2010, ele sofreu um acidente de motocicleta enquanto trabalhava como motoboy, o que o deixou tetraplégico após uma lesão na coluna cervical, mas com o movimento parcial dos braços. Em 2012, durante sua recuperação em Campinas, lhe foi apresentada a ideia da prática de esportes.

“Na época eu não fui fazer porque eu não tinha carro, não tinha como ir. Em 2014 eu comecei a praticar rugby em uma equipe que treina no campus da Unicamp. Foi um grande diferencial para mim. O esporte me ajudou muito na reabilitação, na independência e na convivência social”, contou.

Para Gabriel, que não tem patrocinador e joga, desde 2018, no Gigantes Rugby, de Campinas, o auxílio do governo é essencial, principalmente para alimentação e nos deslocamentos para treinos em outras cidades.

“É um programa muito importante. A grande maioria dos atletas depende do auxílio para se manter no esporte. E faz muita diferença. Eu não tenho patrocínio e só recebo a bolsa nos anos em que consigo ficar nos três primeiros no campeonato brasileiro. É bem difícil”, afirmou.

Criado em 2004, o auxílio do governo federal atingiu, no edital 2020-2021, 7.197 contemplados. É o maior número de beneficiados de modalidades olímpicas e paralímpicas que a iniciativa já alcançou em uma única lista. A relação dos aprovados foi publicada no Diário Oficial da União da última quinta.

O investimento anual estimado para atender os esportistas selecionados é de R$ 97,6 milhões. Além deles, há outros 274 contemplados pela categoria Pódio, a mais alta do programa, que tem edital separado. Dessa forma, o total geral é de 7.471 atletas diretamente patrocinados, garantidos por uma previsão orçamentária da Secretaria Especial do Esporte de R$ 145 milhões.

Ao todo, foram recebidas 7.529 inscrições, das quais 95,6% acabaram aprovadas. Dentro desse grupo de contemplados em todo o País, são 4.121 homens (57,3%) e 3.076 mulheres (42,7%). Em outro recorte, 5.560 são praticantes de modalidades olímpicas (77,3%) e 1.637 de paralímpicas (22,7%).

A maior parte (70,8%) é de modalidades individuais, com 5.095 atletas, enquanto 2.102 participam de esportes coletivos (29,2%). Na divisão por categorias, a Nacional tem o maior número de beneficiados: 4.859 (67,5%). Em seguida aparecem as categorias Internacional (1.200), Estudantil (456), Olímpica-Paralímpica (366) e Base (316).

Publicidade