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Tênis

Com novo status, Thiem vira a grande aposta do Rio Open

Por Agência Estado

17 fev 2020 às 08:00 • Última atualização 27 abr 2020 às 12:03

Como aconteceu nos últimos anos, Dominic Thiem será a maior aposta do Rio Open, cuja chave principal terá início nesta segunda-feira. Desta vez, porém, o austríaco disputa o maior torneio da América do Sul, de nível ATP 500, com status de estrela inquestionável do tênis mundial. Número quatro do mundo, ele se tornou o maior candidato a desbancar o chamado Big 3 nas competições mais importantes do circuito.

Estrela em ascensão, Thiem ganhou atenção definitiva dos fãs do esporte e da imprensa em janeiro ao ficar muito perto de desbancar Novak Djokovic na final do Aberto da Austrália, Grand Slam marcado pela forte hegemonia do sérvio. Ele já tinha no currículo dois vice-campeonatos em Roland Garros, ambos com derrota para o espanhol Rafael Nadal.

Na Austrália, porém, ele fez Djokovic jogar cinco sets e mostrou estar em condições de desbancar os favoritos até no piso duro, que não é sua especialidade. “É realmente impressionante a evolução do Thiem, a evolução do seu status de estrela. Na primeira vez que ele jogou no Rio Open, não era tão badalado. E a diferença que faz uma final de Grand Slam na carreira… Ele já tinha feito duas em Roland Garros, mas a decisão na Austrália deu um status ainda maior para ele. Acabou catapultando a sua imagem ainda mais no mundo do tênis”, atesta Luiz Fernando Carvalho, diretor do Rio Open, ao Estado.

Thiem jogou no Rio pela primeira vez em 2016, quando caiu na semifinal. No ano seguinte, foi campeão, confirmando sua condição de favorito na competição. Mas no ano passado ele decepcionou. Foi eliminado logo na estreia pelo sérvio Laslo Djere, que viria a ficar com o título.

Depois disso, porém, Thiem deslanchou na temporada, a melhor de sua carreira até agora. Derrubou Roger Federer na final do Masters 1000 de Indian Wells, onde o suíço costuma ser dominante. Bateu Nadal no saibro de Barcelona, venceu Federer novamente, no saibro de Madri, e bateu Djokovic em Roland Garros. Além disso, foi vice-campeão do ATP Finals. Neste ano, começou atropelando rivais na Austrália até a final, quando quase derrubou o sérvio.

“Ele não é mais uma promessa, já é realidade. Um dos melhores jogadores de tênis do mundo, franco favorito a desbancar o Big 3. Vamos ver como vai ser sua performance no Rio”, projeta Carvalho.

No ranking, Thiem só está atrás justamente de Djokovic, Nadal e Federer, que compõem o chamado Big 3. Se fizer uma boa campanha no Rio, poderá até superar o suíço na lista da ATP e alcançar o terceiro posto. “É um grande objetivo e, se for bem aqui, vai me ajudar a ir atrás do terceiro lugar no ranking”, diz o jogador de 26 anos.

A boa fase do austríaco é a grande aposta deste ano porque o Rio Open sofreu duas baixas de última hora. Matteo Berrettini e Diego Schwartzman alegaram problemas físicos para ficar de fora. O italiano é o número oito do mundo, enquanto o argentino é o 14.º e campeão em 2018. Sem Berrettini, a competição carioca conta com apenas um Top 10 do ranking em sua chave, como aconteceu no ano passado.

O Brasil terá três representantes na disputa em simples: Thiago Monteiro, Felipe Meligeni Alves e Thiago Wild, os dois últimos por convite. Meligeni, por sinal, será o adversário de estreia de Thiem. Nas duplas, Bruno Soares e Marcelo Melo e seus respectivos parceiros são os favoritos, ao lado dos colombianos Roberto Farah e Juan Sebastian Cabal, que formam a dupla número 1 do mundo.

TECNOLOGIA – A grande novidade em quadra na edição deste ano do Rio Open é a estreia do desafio eletrônico, que detecta se uma bola foi dentro ou fora da quadra ao fim de uma jogada. O desafio é presença constante em torneios disputados sobre quadra dura e grama, mas nunca é utilizado no saibro. A competição brasileira, portanto, será pioneira. A ferramenta conta com nova tecnologia e será usada em caráter de testes, o que vai acontecer com outros dois torneios na sequência da temporada.