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Esporte

Com medo da Covid, Weverton comemora com timidez para estar ‘inteiro’ no Mundial

Por Agência Estado

30 jan 2021 às 21:06 • Última atualização 31 jan 2021 às 08:01

Weverton foi pouco exigido na final, mas quando o Santos finalizou bem, lá estava ele para defender. Apesar do título, seu jogo inesquecível na Libertadores foi na volta contra o River Plate, na qual fechou o gol e levou a equipe à decisão. De olho no Mundial, e camisa 21 optou por comemorar com parcimônia no Maracanã para evitar a covid-19.

Enquanto os companheiros pulavam e comemoravam aglomerados no campo com torcedores e demais convidados, o paredão do Palmeiras preferia a distância e um festejo silencioso. Não por desprezo, ao contrário, estava radiante por “entrar para a história”, mas por ser um dos poucos de elenco ainda ilesos na briga contra o coronavírus.

“Bom, é difícil falar nesse momento. Mas não podemos falar sem agradecer a Deus. Ele proporcionou um presente em nossas vidas. O Breno, no começo do ano passado, estava na Segunda Divisão e hoje fez um dos gols mais importantes na vida do Palmeiras. Se isso não é algo de Deus, eu não sei o que é”, afirmou o goleiro.

“Ser campeões com um gol no final, sofrendo tanto… Mas é um grande presente, o nosso grande sonho. Queria que o torcedor tivesse lotado o estádio, mas não deu”, afirmou. “Não vou comemorar muito com medo da covid, sou um dos poucos que ainda não pegaram a doença e o Mundial já é na semana que vem”, mostrou consciência.

Weverton foi campeão olímpico no Maracanã e agora dá nova importante volta olímpica no lendário estádio. Envolta no corpo, uma bandeira brasileira com o nome de seus principais motivadores da carreira.

“Usei ela aqui na Olimpíada. São pessoas importantes na minha vida. Minha mãe, que não está mais aqui, meus irmãos, sobrinhos, esposa… Peguei minha filha no colo para comemorar, não tem preço, é uma felicidade que não cabe em nós. (Essa conquista) demorou 20 anos, não sabemos quando virá de novo, então temos de comemorar e valorizar”, discursou.

Nada, porém, de esquecer do adversário, que engrandeceu ainda mais a consulta. ” Temos de dar os parabéns ao Santos também. Infelizmente só ganha um e felizmente foi o Palmeiras.”

Sobre o discurso de Marcos que cederia a tradicional camisa 12 para ele, Weverton mostrou enorme humildade. “Marcos fez uma grande história aqui, eu estou apenas começando. São só três anos. Tenho de agradecer, dar obrigado por me tornar um cara importante para o Palmeiras, serei reconhecido pela Libertadores, mas quem sabe não possamos eternizar as camisas 12 e 21.”

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