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Atletismo

Com Felipe Bardi na equipe, 4x100m é desclassificado no Mundial

Apesar da equipe chegar em segundo lugar, acabou desqualificada após Derick Souza pisar na linha da raia

Por Agência Estado

02 Maio 2021 às 16:44 • Última atualização 02 Maio 2021 às 17:08

Com o americanense Felipe Bardi na equipe, o Brasil defendia o inédito título conquistado em 2019 na prova dos 4x100m masculino no Mundial de Revezamentos da Polônia, no estádio da Silésia, na cidade de Chorzow.

Sul-africanos venceram a final com 38s71 – Foto: Facebook_World Athletics

Apesar da equipe chegar em segundo lugar, acabou desqualificada. Derick Souza pisou na linha da raia e os atletas acabaram frustrados depois de comemorar o resultado.

Rodrigo Nascimento abriu, seguido de Felipe Bardi, Derick e Paulo André Camilo de Oliveira, que completou a prova muito perto de Akami Simbine, que fechou pela África do Sul. Os sul-africanos venceram a final com 38s71, seguidos da Itália, com 39s21, e do Japão, com 39s42.

Apesar da eliminação, o Brasil teve o que comemorar neste domingo ao conquistar a medalha de prata na prova do 4×400 metros misto do Mundial. Sob um frio de 7 graus, com sensação térmica de 3, Anderson Henriques, Tiffani Marinho, Geisa Coutinho e Alison Santos completaram a distância em 3min17s54. A Itália ficou com o ouro, com 3min16s60, enquanto que a República Dominicana levou o bronze, com 3min17s58.

O revezamento 4x400m misto é uma prova nova, que estreará no programa olímpico em Tóquio-2020. O Brasil já estava qualificado para a Olimpíada porque foi finalista no Mundial de Doha, no Catar, em 2019, e agora ratificou a sua participação, com ótimo desempenho de Alison Santos, que pegou o bastão de Geisa na quinta colocação e foi superando os adversários até a linha de chegada.

Especialista nos 400 metros com barreiras, Alison, de 20 anos, é a maior revelação do atletismo brasileiro nos últimos anos. É o atual campeão sul-americano, dos Jogos Pan-Americanos e da Universíada de Nápoles, na Itália, além de ter sido finalista em Doha.

Com o resultado, o Brasil melhorou o sexto lugar no Mundial de Yokohama, no Japão, em 2019, e agora surge como uma força para brigar por boa colocação nos Jogos de Tóquio-2020.

“Tínhamos o objetivo de brigar pela medalha. Conseguimos a prata, o que é um grande reconhecimento pelo trabalho de toda a equipe. Já estávamos garantidos em Tóquio e agora já temos vaga assegurada para o Mundial do Oregon-2022. Todos estão muito felizes e que bom dar um resultado para os atletas dos 400 metros”, comentou o treinador Evandro Lazari.

Sábado

Já 4x100m feminino foi desqualificado no sábado após vencer a primeira série semifinal porque Ana Carolina de Azevedo teve um desequilíbrio e também pisou na linha da raia estranhamente com o pé direito. Rosangela Santos, que fechou a prova, mostrou a sua frustração.

“Perdemos para a gente mesmo por uma fatalidade. Peço desculpas para todos que torceram pela gente. Treinamos muito. Não foi erro de passagem, ninguém saiu antes”, comentou a recordista sul-americana dos 100 metros, com 10.91, e medalha de bronze no revezamento 4x100m nos Jogos de Pequim-2008. “Agora é buscar as duas vagas que faltam para a Olimpíada pelo Ranking da World Athletics”, completou. Correram também Vitoria Rosa e Ana Claudia Lemos. O ranking para entrar nos Jogos fecha no dia 29 de junho.

Para o presidente do Conselho de Administração da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Wlamir Motta Campos, a campanha do 4x400m misto foi muito boa.

“Foi um resultado excelente, que motiva demais. Uma prova nova, onde o Brasil com certeza tem um potencial de crescimento muito grande. Então estou confiante que nós tenhamos uma grande participação nos Jogos Olímpicos. Meus cumprimentos a todos os atletas, seus treinadores individuais e equipes multidisciplinares pelo trabalho sensacional. Com relação ao 4x100m, feminino e masculino, tenho certeza de que estamos no caminho certo. Estamos falando de alto rendimento em que não podemos ter erro. Tivemos falhas técnicas, mas é olhar para frente”, disse.

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