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Esporte

Bicampeão, Murray se despede de Wimbledon com emotiva homenagem: ‘Queria jogar para sempre’

Por Agência Estado

04 de julho de 2024, às 21h24

Agora só falta a Olimpíada de Paris para a aposentadoria de mais um gigante do tênis mundial. Em dia de emoção, choro, aplauso efusivo e até gargalhadas, o britânico Andy Murray recebeu uma linda homenagem dos organizadores de Wimbledon após seu último ato no Grand Slam. Eliminado nas duplas ao lado do irmão, Jamie, o tenista não conteve as lágrimas antes de discursar pelo última vez na sagrada quadra central em Londres. “Gostaria de jogar para sempre, mas não posso.”

Assim que os australianos John Peers e Rinky Hijikata fecharam a partida, com 7/6 (8/6) e 6/4, um belo tributo ao herói britânico de 37 anos tomou conta da quadra central. Primeiro com um minuto de aplausos para Murray, observado nos quatro cantos da quadra por seus familiares.

No telão, momentos históricos da carreira, como as conquistas do US Open de 2012, do bicampeonato de Wimbledon em 2013 e 2016, além do ouro olímpico de 2012 e 2016. Nada passou despercebido aos organizadores da homenagem, mesma as lesões em quadra e os momentos de fúria. Astros do tênis, como o sérvio Novak Djokovic, o espanhol Rafael Nadal e o suíço Roger Federer, além da americana Venus Willians, fizeram questão de mandar uma mensagem a Murray. “Ficamos orgulhosos de jogar contra você. E com você. Todos nós. Sempre. Com você.” Djokovic ainda apareceu na quadra para abraçar o amigo, ao lado das lendas John McEnroe, Martina Navratilova e Conchita Martinez.

Ao receber o microfone para as últimas palavras em Wimbledon, Murray demorou para conter as emoções. Respirou fundo algumas vezes, antes de conseguir responder sobre a dificuldade em decidir pela aposentadoria. E também ao falar da carreira.

“É difícil. Adoraria continuar jogando, mas não posso fisicamente. É muito difícil”, lamentou. “Todas as lesões se somaram e não são insignificantes. Queria jogar para sempre, amo o esporte, que me deu muito e me ensinou muitas lições que levarei para o resto da minha vida”, continuou, arrancando lágrimas do público e também bastante emocionado. “Eu não queria parar”, voltou a frisar.

Murray arrancou gargalhadas quando foi questionado sobre a noite do bicampeonato de Wimbledon, em 2016. “Não me lembro muito bem daquela noite, pois tomei alguns drinks”, disse. “Infelizmente, vomitei no taxi a caminho de casa”, revelou, levando a torcida à loucura em raro momento de gargalhadas. Ainda homenageou a mulher Kim, a quem conheceu com 18 anos e que estava também chorosa nas arquibancadas, como fizera em toda a carreira do marido desde um US Open no qual ele pediu o e-mail dela.

“Ela tem sido um apoio incrível para mim e nossa família. É a melhor mãe”, frisou. “Infelizmente, em alguns meses ela terá de me ver todos os dias e as coisas podem ficar difíceis”, brincou. “Espero que possamos aguentar, estou ansioso pelo resto de nossas vidas juntos.”

Após o discurso, Murray deu uma caloroso abraço no irmão Jamie, parceiro de toda a carreira. Agradeceu por todo a carinho da torcida com braços erguidos e se dirigiu pela última vez aos vestiários de Wimbledon. Lá, encontrou uma fila de tenistas que estão disputando o Grand Slam e queriam se despedir. Até a líder do ranking, Iga Swiatek, fez questão de um cumprimento.

“Você nos fez sonhar. Você nos fez acreditar. Você nos fez chorar. E você nos deixou orgulhosos. Obrigado por tudo que você nos deu, Andy”, escreveu a página oficial de Wimbledon, com vídeo de momentos da carreira de Murray.

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