Americanense aproveita chance no basquete dos Estados Unidos

Nathália Balbino, revelada em projeto, se impressiona com estrutura do país que é o berço do esporte


Foto: Arquivo Pessoal
Aos 15 anos, Nathália Balbino defende a escola Neuse Christian Academy, na Carolina do Norte

“Parece, realmente, coisa de outro mundo”. A afirmação é da americanense Nathália Balbino, de 15 anos, que joga basquete nos Estados Unidos desde a metade de 2018. Ela se mudou para o país após um chamado do Carolina Waves, time da Carolina do Norte.

Nathália já tinha defendido o Waves em um torneio Sub-14 que ocorreu em julho de 2017, também a convite da equipe. “Esse mesmo time me chamou para jogar aqui e estudar o ensino médio”, conta.

A americanense continua ligada ao Waves, mas, atualmente, disputa um campeonato escolar por sua escola, a Neuse Christian Academy. “Esse tipo de competição é muito valorizado por aqui, o que também é um grande diferencial em relação ao Brasil. Na sequência, terá início a temporada estadual, em que o nível de competição é bem mais forte”, destaca a jovem, que mora na cidade de Raleigh, na Carolina do Norte.

Depois da temporada, Nathália voltará para o Waves, que consiste em um programa focado na formação de atletas. A jogadora afirma ter se impressionado com o valor que o país dá para o esporte. Segundo ela, os treinos se destacam pela intensidade. “Aqui, eles se dedicam mais para o desenvolvimento individual, e isso acontece desde a base”, aponta a americanense, que atua como ala.

Para Nathália, essa experiência pode abrir portas futuramente. “Isso tudo exige de mim uma disciplina ainda maior nos estudos e nos treinamentos, mas o meu objetivo é continuar me dedicando para obter um bom aproveitamento nos treinos e competições, porque é isso que vai garantir que eu esteja preparada para outras oportunidades que podem vir no futuro”, observa. Pai da atleta, o programador de produção Marcelo Antonio do Nascimento, de 43 anos, destaca que se trata de uma oportunidade “única”. “Por conta da idade e por conta do esporte, a gente vê que, se não for agora, futuramente não terá mais essa possibilidade”, ressalta.

AMERICANA. Antes de ir para os Estados Unidos, Nathália jogava pelo time americanense ADCF Unimed/Sicoob, projeto comandado por Adriana Santos, ex-atleta da seleção brasileira.

Segundo a coordenadora, no ano passado a jovem estava cotada para a seleção Sub-15. “Uma menina que todos nós da ADCF Unimed adoramos, pois sempre teve muito espírito de equipe, muito educada e dedicada”, comenta.

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