Little Maker: competências para toda vida

Fundador da Little Maker fala do desenvolvimento de competências socioemocionais


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A cultura maker tem como proposta incentivar as crianças para serem protagonistas de suas vidas, desenvolvendo os pequenos de forma criativa, estratégica e empreendedora. Em Americana, a Little Maker é a principal escola de competência socioemocional que leva essa filosofia a sério, fazendo com que seus alunos tenham liberdade em suas criações, mas desenvolvam habilidades essenciais para seu
futuro profissional.

A Little Maker nasceu da própria necessidade de Diego Thuler, fundador da empresa. Formado em Engenharia Elétrica pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e pela Ensam (Ecole Nationale Supérieure d’Arts et Métiers), na França, ele percebeu, após o nascimento da filha, que era necessário formá-la para a vida, porém, faltavam escolas que pensassem nesse desenvolvimento mais humanizado. “Na época, eu ficava pensando o que eu precisava desenvolver nela, o que era preciso fazer, para que ela tivesse prazer naquilo que ela fizesse”, relembra. A experiência pessoal não era das melhores. “Eu via que, para o pessoal do meu trabalho, a maior alegria era ir embora da empresa. Sempre achei que fazer algo que você gosta é o mais importante, já que o trabalho, por exemplo, é onde passamos quase a maior parte do nosso dia”.

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
Fundador da Little Maker fala do desenvolvimento de competências socioemocionais

Era esse tipo de satisfação que ele queria desenvolver nos filhos. Procurou isso na robótica, mas não encontrou. “Quando cheguei na escola para ver o curso, vi que era um tipo de ‘linha de produção’, copiando projeto, seguindo uma planilha, não tinha nada criativo, nada pessoal, nada que a criança fizesse porque queria fazer”.

Assim nasceu a Little Maker, que aplica os princípios maker na essência e traz um forte viés pedagógico. “Na cultura maker, o mais importante é esse vínculo pessoal com a sua obra. Isso expande os seus sentidos para tudo o que você vai fazer depois. Você imaginar e fazer é muito importante, e isso, como valor para a vida, tem um valor inestimável. Então, começamos a trabalhar muito nessa linha, entendendo que o sucesso e a decepção são apenas fases da vida”, salienta Thuler.

Cultura em crescimento no mundo

Nos últimos anos, segundo Diego Thuler, a cultura maker já tem sido vista de maneira diferente pela sociedade e pelas escolas em si. Tanto que diversas unidades escolares já usam materiais desenvolvidos pela Little maker em sala de aula. “A reforma da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), prevê objetivos na educação que estão muito alinhados com as competências desenvolvidas na cultura maker”, explica. A empresa, então, desenvolveu um programa alinhado com o que as escolas necessitavam, de acordo com a nova base curricular. “A gente já usava muito a ideia de desenvolver competências e habilidades, mas usando outras formas e linguagens. Hoje, prezamos a criação autoral, mas conseguimos colocar isso dentro de um contexto que possa ser usado dentro da sala de aula, aplicando conhecimentos de várias disciplinas”. Atualmente, a Little Maker já desenvolve essa parceria com 13 escolas.

Evento internacional aponta uma tendência

Em 2018, Diego Thuler e a Little Maker participaram da Bett Educar, o maior evento de educação e tecnologia da América Latina, local onde as tendências e modelos para a educação são apresentados. E por lá, a cultura maker foi uma unanimidade. “Pudemos analisar que a educação socioemocional é uma das tendências do futuro. Conseguimos, aliás, um investimento interessante que nos permitirá levar essa cultura para mais cantos do Brasil”.

Para o fundador da Little Maker, no entanto, a cultura maker já ultrapassa a questão educacional e chegou às grandes indústrias. “O maker cresceu muito e tem contagiado as pessoas, até mesmo na indústria. Hoje em dia já existem muitos brinquedos customizáveis, que podem ser montados ou pintados, etc”. O grande desafio do segmento, para ele, ainda é consolidar a cultura maker como uma solução rica do ponto de vista pedagógico, dando a segurança para as escolas.

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